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Alta Espiritualidade.

1. Devoção misturada com Afeição.  
2. Devoção a um Ideal Nobre.  
3. Sentimento Religioso Puro.  
4. Sentimento Religioso Egoísta.  

Sentimento Religioso, tingido de Medo.  
2. Mais Elevado Intelecto.  
2. Intelecto Forte.  
Baixo tipo de Intelecto.  
3. Amor pela Humanidade.  
3. Afeição Altruísta.  
4. Ciúme.  
4. Engano, Egoísmo.  
5. Avarícia.  
5. Ira.  
5. Sensualidade.  
5. Malícia.  

CHAVE PARA OS SIGNIFICADOS DAS CORES.  

HOMEM VISÍVEL E INVISÍVEL

Exemplos de Diferentes Tipos de Homens Vistos por Meio de Clarividência Treinada

POR C. W. LEADBEATER

COM FRONTISPÍCIO, TRÊS DIAGRAMAS E VINTE ILUSTRAÇÕES COLORIDAS

EDIÇÃO ADYAR—

A CASA PUBLICADORA TEOSÓFICA ADYAR, MADRAS, ÍNDIA

Ver The Theosophical Press, Wheaton, Illinois

Primeira Edição— Segunda Edição: Revista e Ampliada Reimpressa— NOTA DO AUTOR (1902)

O Autor deseja expressar seus mais sinceros agradecimentos a dois colegas teosóficos que prepararam para ele as ilustrações deste livro—ao Conde Maurice Prozor, que as desenhou e coloriu para ele a partir da vida, e à Srta. Gertrude Spink, que passou muitos dias copiando-as pacientemente com aerógrafo, a fim de que pudessem ser mais bem reproduzidas pelo processo fotográfico.

NOTA DO EDITOR (1942)

Os Diagramas No. II e IV nesta edição Adyar não são coloridos, como o eram nas edições anteriores—devido à emergência da guerra.

Pede-se aos leitores que preencham as cores, de acordo com o texto, com lápis, tinta ou imaginação.

Com esta única exceção, o livro inteiro—texto e ilustrações—é uma reimpressão exata da edição anterior.

SUMÁRIO

COMO ESTAS COISAS SÃO CONHECIDAS — Os Planos da Natureza — A Visão Clarividente — Os Veículos do Homem — A Trindade — As Raças-Raízes Anteriores — A Alma-Grupo Animal — A Curva Ascendente — A Consciência Humana — A Terceira Emanação — Como o Homem Evolui; O Que Seus Corpos Nos Mostram — As Cores e Seu Significado — A Contraparte — O Selvagem — O Homem Comum — Emoções Súbitas — Condições Mais Permanentes — O Homem Desenvolvido — A Aura de Saúde — O Corpo Causal do Arhat.

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

PRANCHA — Significação das Cores — Frontispício
Os Planos da Natureza — à página PH
As Três Emanações
Involução e Evolução
O Corpo Causal do Selvagem
O Corpo Mental do Selvagem
O Corpo Astral do Selvagem
O Corpo Causal do Homem Comum
O Corpo Mental do Homem Comum
O Corpo Astral do Homem Comum
Uma Súbita Onda de Afeição
Uma Súbita Onda de Devoção
Ira Intensa
Um Choque de Medo
O Homem Comum Apaixonado
O Homem Irritadiço
O Avarento
Depressão Profunda
O Tipo Devocional
O Tipo Científico
O Corpo Causal do Homem Desenvolvido
O Corpo Mental do Homem Desenvolvido
O Corpo Astral do Homem Desenvolvido
A Aura de Saúde Normal
A Aura de Saúde na Doença
O Corpo Causal do Arhat.

CAPÍTULO I

COMO ESTAS COISAS SÃO CONHECIDAS

O homem é um ser curiosamente complexo, e a sua evolução, passada, presente e futura, é um estudo de interesse perene para todos os que podem ver e compreender.

Através de quão laboriosas eternidades de desenvolvimento gradual ele chegou a ser o que é, a que degrau na longa escada do seu progresso atingiu agora, que possibilidades de progresso adicional o véu do futuro nos oculta — estas são questões às quais poucos podem ser indiferentes — questões que têm ocorrido através dos tempos a todos os que pensaram de alguma forma.

Entre nós, no mundo ocidental, as respostas dadas têm sido muitas e variadas.

Houve muita afirmação dogmática, baseada em diferentes interpretações de suposta revelação; houve muitas especulações engenhosas, fruto em alguns casos de raciocínio metafísico cerrado.

Mas o dogmatismo nos confronta com uma história que é, à primeira vista, manifestamente impossível, enquanto a especulação se move principalmente por linhas inteiramente materialistas e se esforça por chegar a um resultado satisfatório ignorando metade dos fenômenos pelos quais temos de prestar contas.

Nem o dogmatismo nem a especulação abordam o problema de um ponto de vista prático, como uma questão que pode ser estudada e investigada como qualquer outra ciência.

A Teosofia apresenta uma teoria baseada em fundamentos inteiramente diferentes.

Embora de modo algum deprecie o conhecimento a ser obtido seja pelo estudo das escrituras antigas, seja pelo raciocínio filosófico, ela considera, no entanto, a constituição e a evolução do homem como questões não de especulação, mas de simples investigação — não de teoria vaga, mas de fato definido.

Sua afirmação é perfeitamente clara; o passado, o presente e o futuro do homem podem ser examinados em primeira mão por todos aqueles que se derem ao trabalho de se qualificarem para o estudo.

Quando assim examinados, eles se revelam partes de um esquema magnífico, coerente e prontamente compreensível — um esquema que, embora concorde com e explique muito do antigo ensinamento religioso, não depende de modo algum dele, pois pode ser verificado a cada passo pelo uso das faculdades interiores que, embora ainda latentes na maioria da humanidade, já foram postas em funcionamento por um número considerável de nossos estudantes.

Para a história passada do homem, essa teoria depende não apenas do testemunho concordante da tradição das religiões anteriores, mas do exame de um registro definido — um registro que pode ser visto e consultado por qualquer um que possua o grau de clarividência necessário

O HOMEM VISÍVEL E INVISÍVEL

para apreciar as vibrações da matéria finamente subdividida sobre a qual ele está impresso.

Para seu conhecimento quanto ao futuro que aguarda a humanidade, ela depende, em primeiro lugar, da dedução lógica a partir do caráter do progresso já realizado; em segundo lugar, de informações diretas fornecidas por homens que já alcançaram aquelas condições que para a maioria de nós ainda constituem um futuro mais ou menos remoto; e, em terceiro lugar, da comparação que qualquer um que tenha o privilégio de vê-los possa fazer entre homens altamente evoluídos em vários níveis.

Podemos imaginar que uma criança que não conhecesse de outra forma o curso da natureza pudesse raciocinar que, no presente, cresceria e se tornaria um homem, meramente pelo fato de já ter crescido até certo ponto e de certa maneira, e de ver ao seu redor outras crianças e jovens em cada estágio de crescimento entre o seu próprio e o nível adulto.

O estudo da condição do homem no tempo presente, dos métodos imediatos para a sua evolução, e do efeito sobre essa evolução de seus pensamentos, suas emoções, suas ações — tudo isso é considerado pelos estudantes teosóficos como uma mera questão de aplicação de leis bem conhecidas como um princípio geral e amplo, e depois de observação cuidadosa, de comparação minuciosa de muitos casos, a fim de compreender o funcionamento detalhado dessas leis.

É, de fato, simplesmente uma questão de visão, e este livro é publicado na esperança, primeiro, de que possa ajudar os estudantes sinceros que ainda não possuem essa visão a perceber como a alma e seus veículos realmente aparecem quando examinados por meio dela; e, em segundo lugar, de que o grande número de pessoas que agora estão começando a exercitar essa visão de maneira mais ou menos perfeita possa, por meio dela, ser ajudado a compreender o significado do que veem.

Estou perfeitamente ciente de que o mundo em geral ainda não está convencido da própria existência desse poder de visão clarividente; mas também sei que todos os que realmente estudaram a questão encontraram a evidência a seu favor irresistível, e podemos nos dar ao luxo de ignorar as convicções muito positivas que geralmente são expressas com tanta veemência por aqueles que não a estudaram. Atrevo-me a dizer que, se qualquer pessoa inteligente se der ao trabalho de ler as histórias — as histórias autenticadas — citadas em meu pequeno livro sobre Clarividência, e depois passar delas para os livros dos quais foram selecionadas, verá imediatamente que há uma massa esmagadora de evidências irrefutáveis a favor da existência dessa faculdade.

Para aqueles que podem ver por si mesmos e estão diariamente acostumados a exercitar essa visão superior de cem maneiras diferentes, a negação da maioria ignorante de que tal visão seja possível naturalmente parece ridícula.

Para o clarividente, a questão não vale a pena ser discutida.

Se um cego viesse até nós e nos assegurasse que não existe tal coisa como a visão física comum, e que estávamos iludidos ao supor que

possuíssemos essa faculdade, nós, por nossa vez, provavelmente não consideraríamos válido argumentar longamente em defesa de nossa suposta ilusão.

Diríamos simplesmente: “Eu certamente vejo, e é inútil tentar persuadir-me de que não vejo; todas as experiências diárias da minha vida me mostram que vejo; recuso-me a ser convencido do contrário do meu conhecimento definido de fatos positivos.” Ora, é exatamente assim que o clarividente treinado se sente quando pessoas ignorantes afirmam serenamente que é absolutamente impossível que ele possua um poder que está, naquele exato momento, usando para ler os pensamentos dos sabichões que o negam! Não estou tentando, portanto, neste livro, provar que a clarividência é uma realidade; tomo isso como certo e prossigo para descrever o que é visto por meio dela.

Tampouco repetirei aqui os detalhes dados no pequeno livro que mencionei quanto aos métodos da clarividência, mas me limitarei a uma exposição tão breve dos princípios gerais do assunto quanto seja absolutamente necessária para que este livro seja compreensível para quem não estudou outra literatura teosófica.

CAPÍTULO II

OS PLANOS DA NATUREZA

Para enunciar mesmo esses princípios gerais, contudo, é necessário começar explicando alguns dos fatos descobertos pelo uso dessa mesma faculdade.

O primeiro ponto que deve ser claramente compreendido é a maravilhosa complexidade do mundo ao nosso redor — o fato de que ele inclui enormemente mais do que aquilo que está ao alcance da visão comum.

Todos sabemos que a matéria existe em diferentes estados e que pode ser levada a mudar de estado pela variação de pressão e temperatura.

Temos os três estados bem conhecidos da matéria: o sólido, o líquido e o gasoso, e é teoria da ciência que todas as substâncias podem, sob adequada variação de temperatura e pressão, existir em todas essas condições.

Ainda há, creio eu, algumas substâncias que os químicos não conseguiram reduzir de um estado a outro; mas é universalmente aceito que, assim como a água pode tornar-se gelo a uma temperatura mais baixa e vapor a uma mais alta, todo sólido que conhecemos poderia tornar-se líquido ou gasoso sob condições apropriadas; todo líquido pode ser tornado sólido ou gasoso, todo gás pode ser liquefeito e até solidificado.


Sabemos que o próprio ar já foi liquefeito, e que alguns dos outros gases foram reduzidos a uma placa sólida.

A química oculta nos mostra outra condição, mais elevada do que a gasosa, para a qual também todas as substâncias que conhecemos podem ser transladadas ou transmutadas; e a essa condição demos o nome de etérica.

Aquilo que a ciência postula como éter é descoberto pela química oculta como não sendo um corpo homogêneo, mas simplesmente outro estado da matéria; não em si uma nova espécie de substância, mas matéria comum reduzida a um estado particular.

Podemos ter, por exemplo, hidrogênio em condição etérica, em vez de como gás; podemos ter ouro ou prata ou qualquer outro elemento, seja como sólido, líquido, gás, ou nesse outro estado mais elevado que chamamos de etérico.

Assim como encontramos no mundo ao nosso redor alguns elementos normalmente sólidos, como o ouro; alguns normalmente líquidos, como o mercúrio; e alguns normalmente gasosos, como o oxigênio, há também substâncias que são normalmente etéricas — que existem ordinariamente nessa condição, embora por tratamento especial possam ser trazidas à condição gasosa, ou elevadas a algum outro estado ainda mais sutil do que o seu próprio.

Na ciência comum falamos de um átomo de oxigênio, um átomo de hidrogênio, um átomo de qualquer uma das sessenta ou setenta substâncias que os químicos chamam de elementos, sendo a teoria a de que um elemento é aquilo que não pode ser ulteriormente reduzido, e que cada um desses elementos tem seu átomo — e um átomo, como podemos ver pela derivação grega da palavra, significa aquilo que não pode ser cortado, ou ainda subdividido.

A ciência oculta sempre ensinou o que a ciência física apenas recentemente percebeu — que todos esses chamados elementos não são, no verdadeiro sentido da palavra, elementos de modo algum; que o que chamamos de átomo de oxigênio ou hidrogênio não é o último, e de fato não é um átomo de forma alguma, mas uma molécula que pode, sob certas circunstâncias, ser decomposta em átomos.

Repetindo esse processo de decomposição, descobre-se que chegamos eventualmente a um número infinito de átomos físicos definidos, que são todos semelhantes; de modo que há uma substância por trás de todas as substâncias, e diferentes combinações de seus átomos últimos nos dão o que em química se chama de átomos de oxigênio ou hidrogênio, ouro ou prata, lítio ou platina, etc.

Quando todos esses são decompostos, voltamos a um conjunto de átomos que são todos idênticos, exceto que alguns deles são positivos e alguns negativos.


O estudo desses átomos e das possibilidades de sua combinação é, por si só, de interesse fascinante, embora alheio ao nosso presente assunto; mas aqueles especialmente interessados no assunto podem ser remetidos ao artigo da Sra. Besant sobre Química Oculta em Lucifer, de novembro de 1895, desde então reimpresso separadamente.

Mesmo esses, no entanto, são considerados átomos apenas do ponto de vista do nosso plano físico; isto é, existem métodos pelos quais até eles podem ser subdivididos, mas quando assim fragmentados, dão-nos matéria pertencente a um reino diferente da natureza — matéria que não é expansível por qualquer grau de calor que sejamos capazes de produzir, nem contrátil por qualquer grau de frio que conheçamos.

Contudo, essa matéria superior também não é simples, mas complexa; e descobrimos que ela também existe em uma série de estados próprios, correspondendo razoavelmente aos estados da matéria física que chamamos de sólido, líquido, gasoso ou etérico.

Novamente, ao levar nosso processo de subdivisão suficientemente longe, alcançamos outro átomo — o átomo daquele reino da natureza ao qual os ocultistas deram o nome de mundo astral.

Então todo o processo pode ser repetido; pois, pela subdivisão adicional desse átomo astral, encontramo-nos lidando com outro mundo ainda mais elevado e mais refinado, embora um mundo que ainda é material.

Mais uma vez, encontramos matéria existindo em condições definitivamente marcadas, correspondendo, naquele nível muito mais elevado, aos estados com os quais estamos familiarizados; e o resultado final de nossas investigações nos leva, mais uma vez, a um átomo — o átomo deste terceiro grande reino da natureza, que na Teosofia chamamos de mundo mental.

Até onde sabemos, não há limite para essa possibilidade de subdivisão, mas há um limite muito distinto para nossa capacidade de observá-la. No entanto, podemos ver o suficiente para ter certeza da existência de um número considerável desses diferentes reinos, cada um dos quais é, em um sentido, um mundo em si mesmo, embora, em outro sentido mais amplo, todos sejam partes de um todo estupendo.

Em nossa literatura, esses diferentes reinos da natureza são frequentemente chamados de planos, porque, em nosso estudo, às vezes é conveniente imaginá-los como um acima do outro, de acordo com os diferentes graus de densidade da matéria de que são compostos.

Ver-se-á que no diagrama anexo (Placa II) eles são desenhados dessa maneira; mas deve-se ter muito cuidadosamente em mente que essa disposição é adotada meramente por conveniência e como símbolo, e que de modo algum representa as relações reais desses vários planos.

Eles não devem ser imaginados como estando dispostos uns sobre os outros como prateleiras de uma estante, mas sim como preenchendo o mesmo espaço e interpenetrando-se mutuamente.

É um fato bem conhecido da ciência que mesmo nas substâncias mais duras dois átomos jamais se tocam; sempre cada átomo tem seu campo de ação e vibração, e cada molécula, por sua vez, tem seu campo maior; de modo que há sempre espaço entre eles sob quaisquer circunstâncias possíveis.

Todo átomo físico flutua em um mar astral — um mar de matéria astral que o envolve e preenche todo interstício nesta matéria física.

É universalmente reconhecido que o éter interpenetra todas as substâncias conhecidas, tanto o sólido mais denso quanto o gás mais rarefeito; e assim como ele se move com perfeita liberdade entre as partículas da matéria mais densa, do mesmo modo a matéria astral o interpenetra por sua vez, e se move com perfeita liberdade entre suas partículas.


A matéria mental, por sua vez, interpenetra a astral precisamente da mesma maneira; de modo que todos esses diferentes reinos da natureza não estão de forma alguma separados no espaço, mas existem todos ao nosso redor e acerca de nós, aqui e agora, de modo que para vê-los e investigá-los não nos é necessário fazer qualquer movimento no espaço, mas apenas abrir dentro de nós mesmos os sentidos pelos quais eles podem ser percebidos.

CAPÍTULO III

VISÃO CLARIVIDENTE

Isto nos traz diante de outra consideração muito importante.

Todas essas variedades de matéria mais sutil existem não apenas no mundo exterior, mas existem também no homem.

Ele não tem apenas o corpo físico que vemos, mas tem também dentro de si o que podemos descrever como corpos apropriados a esses vários planos da natureza, consistindo em cada caso de sua matéria.

No corpo físico do homem há matéria etérica, bem como a matéria sólida que nos é visível (ver Placas XXIV e XXV); e essa matéria etérica é prontamente visível ao clarividente.

Da mesma forma, um clarividente mais desenvolvido, capaz de perceber a matéria astral mais refinada, vê o homem representado nesse nível por uma massa dessa matéria, que é, na realidade, seu corpo ou veículo no que diz respeito a esse plano; e exatamente a mesma coisa se aplica, por sua vez, ao plano mental.

A alma do homem não tem um corpo, mas muitos corpos, pois, quando suficientemente evoluído, ele é capaz de se expressar em todos esses diferentes níveis da natureza e, portanto, é provido de um veículo adequado da matéria pertencente a cada um deles, e é através desses vários veículos que ele pode receber impressões do mundo ao qual eles correspondem.


Não devemos pensar no homem como criando esses veículos para si mesmo no curso de suas evoluções futuras, pois todo homem os possui desde o início, embora não tenha consciência de sua existência.

Estamos constantemente usando, até certo ponto, essa matéria superior dentro de nós, mesmo que inconscientemente.

Cada vez que pensamos, colocamos em movimento a matéria mental dentro de nós, e um pensamento é claramente visível a um clarividente como uma vibração nessa matéria, estabelecida primeiramente dentro do homem, e então afetando a matéria do mesmo grau de densidade no mundo ao seu redor.

Mas antes que esse pensamento possa ser eficaz no plano físico, ele tem de ser transferido

dessa matéria mental para a matéria astral; e quando ele excitou vibrações semelhantes nela, a matéria astral, por sua vez, afeta a matéria etérica, criando nela vibrações simpáticas; e essa, por sua vez, age sobre a matéria física mais densa, a matéria cinzenta do cérebro.

Assim, cada vez que pensamos, passamos por um processo muito mais longo do que sabemos; assim como cada vez que sentimos algo, passamos por um processo do qual somos completamente inconscientes.

Tocamos alguma substância e sentimos que está quente demais, e retiramos nossa mão dela instantaneamente, como pensamos.

Mas a ciência nos ensina que esse processo não é instantâneo, e que não é a mão que sente, mas o cérebro; que os nervos comunicam a ideia de calor intenso ao cérebro, o qual imediatamente telegrafa de volta ao longo dos fios nervosos a instrução de retirar a mão; e é somente como resultado de tudo isso que a retirada ocorre, embora nos pareça imediata.


O processo tem uma duração definida, que pode ser medida por instrumentos suficientemente precisos; a velocidade de seu movimento é perfeitamente bem definida e conhecida pelos fisiologistas.

Exatamente da mesma forma, o pensamento parece ser um processo instantâneo; mas não é, pois todo pensamento tem que passar pelos estágios que descrevi.

Toda impressão que recebemos no cérebro através dos sentidos tem que subir através desses vários graus de matéria antes de alcançar o homem real, o ego, a alma interior.

Temos aqui uma espécie de sistema de telegrafia entre o plano físico e a alma; e é importante perceber que essa linha telegráfica possui estações intermediárias.

Não é somente do plano físico que impressões podem ser recebidas; a matéria astral dentro de um homem, por exemplo, não é apenas capaz de receber uma vibração da matéria etérica e transmiti-la à matéria mental, mas também é perfeitamente capaz de receber impressões da matéria circundante de seu próprio plano, e transmiti-las através do corpo mental ao homem real interior.

Assim, o homem pode usar seu corpo astral como um meio para receber impressões do mundo astral que o cerca e observá-lo; e exatamente da mesma maneira, através de seu corpo mental, ele pode observar e obter informações do mundo mental.

Mas, para fazer qualquer uma dessas coisas, ele deve primeiro aprender como são feitas; isto é, deve aprender a focar sua consciência em seu corpo astral ou em seu corpo mental, assim como agora está focada no cérebro físico.

Já tratei deste assunto plenamente em meu pequeno livro sobre Clarividência, de modo que não preciso fazer mais do que referir-me a ele aqui.

Embora a ciência ainda não esteja preparada para admitir a existência desses vários planos ou graus de matéria na natureza, não há nada nesta hipótese que contradiga minimamente seus ensinamentos.

Deve-se sempre lembrar que tudo isso é uma questão de conhecimento direto e certeza para aqueles que estão habituados a estudá-lo, embora seja apresentado à consideração do mundo meramente como uma hipótese; mas mesmo o homem que aborda o assunto pela primeira vez deve certamente ver que, ao sugerir isso, não estamos de modo algum reivindicando fé em um milagre, mas simplesmente convidando à investigação de um sistema.

Os graus superiores de matéria seguem em sequência ordenada a partir daqueles que já conhecemos, de modo que, embora até certo ponto cada plano possa ser considerado um mundo em si mesmo, também é verdade que o todo é, na realidade, um grande mundo, que só pode ser plenamente visto pela alma altamente desenvolvida.

Para nos ajudar a compreender isso, tomemos uma ilustração que, embora impossível em si mesma, pode ainda ser útil para nós por sugerir possibilidades bastante surpreendentes.


Suponha que, em vez da visão que agora possuímos, tivéssemos um aparato visual organizado de maneira um tanto diferente.

No olho humano temos matéria sólida e líquida; suponha que ambas essas ordens de matéria fossem capazes de receber impressões separadas, mas cada uma apenas daquele tipo de matéria no mundo exterior ao qual correspondesse.

Suponha também que entre os homens alguns possuíssem um desses tipos de visão e outros, o outro.

Considere quão curiosamente imperfeita seria a concepção do mundo obtida por cada um desses dois tipos de homens.

Imagine-os em pé na praia; um, sendo capaz de ver apenas matéria sólida, estaria totalmente inconsciente do oceano estendido diante dele, mas veria em vez disso a vasta cavidade do leito oceânico, com todas as suas diversas irregularidades, e os peixes e outros habitantes das profundezas lhe apareceriam como flutuando no ar acima desse enorme vale.

Se houvesse nuvens no céu, elas seriam totalmente invisíveis para ele, pois são compostas de matéria em estado líquido; para ele, o sol estaria sempre brilhando durante o dia, e ele seria incapaz de compreender por que, no que para nós é um dia nublado, seu calor seria tão diminuído; se um copo de água lhe fosse oferecido, parecer-lhe-ia vazio.

Contraste com isso a aparência que se apresentaria diante dos olhos do homem que visse apenas matéria em condição líquida.


Ele estaria, de fato, consciente do oceano, mas para ele a praia e os penhascos não existiriam; ele perceberia as nuvens com grande clareza, mas veria quase nada da paisagem sobre a qual elas se moviam.

No caso do copo de água, ele seria totalmente incapaz de ver o recipiente e, portanto, não conseguiria entender por que a água preservaria tão misteriosamente a forma especial que lhe é dada pelo vidro invisível.

Imagine essas duas pessoas de pé, lado a lado, cada uma descrevendo a paisagem conforme a vê, e cada uma sentindo-se perfeitamente certa de que não poderia haver outro tipo de visão além da sua no universo, e de que qualquer pessoa que afirmasse ver algo a mais ou algo diferente seria necessariamente ou um sonhador ou um impostor! Podemos sorrir diante da incredulidade desses observadores hipotéticos; mas é extremamente difícil para o homem comum perceber que, em proporção ao todo que há para ser visto, seu poder de visão é muito mais imperfeito do que o de qualquer um deles seria em relação ao mundo como ele o vê. E ele também está fortemente inclinado a insinuar que aqueles que veem um pouco mais do que ele devem estar, na verdade, recorrendo à imaginação para seus supostos fatos.

É um dos nossos erros mais comuns considerar que o limite do nosso poder de percepção é também o limite de tudo o que há para perceber.

No entanto, a evidência científica é indiscutível, e a proporção infinitesimal (em comparação com o todo) dos grupos de vibrações pelos quais podemos ver ou ouvir é um fato sobre o qual não pode haver dúvida.

O clarividente é simplesmente um homem que desenvolve dentro de si o poder de responder a outra oitava da estupenda gama de vibrações possíveis, e assim se capacita a ver mais do mundo ao seu redor do que aqueles de percepção mais limitada.

OS PLANOS DA NATUREZA

MAHAPARANIRVÂNICO
PARANIRVÂNICO

CAPÍTULO IV

OS VEÍCULOS DO HOMEM

SE voltarmos à Figura II, veremos ali um diagrama desses planos da natureza, e também observaremos os nomes que foram empregados para designar os veículos ou corpos do homem que lhes correspondem.

Notar-se-á que os nomes usados na literatura teosófica para os planos superiores são derivados do sânscrito, pois na filosofia ocidental ainda não temos termos para esses mundos compostos de estados mais sutis da matéria.

Cada um desses nomes tem seu significado especial, embora no caso dos planos superiores indique apenas quão pouco sabemos dessas condições.

Nirvana tem sido, por eras, o termo empregado no Oriente para transmitir a ideia da mais alta realização espiritual concebível.

Alcançar o Nirvana é ir além da humanidade, obter um nível de paz e bem-aventurança muito acima da compreensão terrena.

Tão absolutamente tudo o que é terreno é deixado para trás pelo aspirante que atinge sua glória transcendente, que alguns orientalistas europeus caíram a princípio no erro de supor que fosse uma aniquilação total.


do homem — uma ideia que nada poderia ser mais completamente oposto à verdade.

Para obter o pleno uso da consciência exaltada dessa condição espiritual extremamente elevada é alcançar a meta designada para a evolução humana durante este éon ou dispensação — tornar-se um adepto, um homem que é algo mais que homem.

Para a vasta maioria da humanidade, tal progresso será alcançado somente após ciclos de evolução, mas as poucas almas determinadas que se recusam a ser intimidados pelas dificuldades, que, por assim dizer, tomam o reino dos céus à força, podem encontrar este glorioso prêmio ao seu alcance em um período muito mais precoce.

Dos estados de consciência acima deste, naturalmente nada sabemos, exceto que existem.

"Para" significa "além", e "Maha" significa "grande", então toda a informação transmitida pelos nomes dessas condições é que a primeira é "o plano além do Nirvana", e a segunda é "o maior plano além do Nirvana" — mostrando que aqueles que conferiram essas denominações há milhares de anos ou não possuíam mais informação direta do que nós, ou, possuindo-a, desesperavam de encontrar palavras nas quais pudesse ser expressa.

O nome de Buddhi foi dado àquele princípio ou parte componente do homem que se manifesta através da matéria do quarto plano, enquanto o plano mental é a esfera de ação do que chamamos de mente no homem.

Observar-se-á que este plano está dividido em duas partes, que são distinguidas por uma diferença de cor e pelos nomes de "rupa" e "arupa", significando respectivamente "com forma" e "sem forma". Esses são nomes dados para indicar uma certa qualidade da matéria do plano; na parte inferior dele, a matéria é muito prontamente moldada pela ação do pensamento humano em formas definidas, enquanto na divisão superior isso não ocorre, mas o pensamento mais abstrato desse nível se expressa ao olho do clarividente em clarões ou correntes.


Um relato mais completo disso será encontrado no sexto de nossa série de manuais teosóficos, e também no livro Formas-Pensamento, onde são retratadas muitas das interessantes figuras criadas pela ação de pensamentos e emoções.

O nome "astral" não é de nossa escolha; nós o herdamos dos alquimistas medievais.

Significa "estrelado", e supõe-se que tenha sido aplicado à matéria do plano imediatamente acima do físico por causa da aparência luminosa associada à rapidez maior de sua vibração.

O plano astral é o mundo da paixão, da emoção e da sensação; e é através do veículo do homem neste plano que todos os seus sentimentos se exibem ao investigador clarividente.

O corpo astral do homem está, portanto, continuamente mudando de aparência à medida que suas emoções mudam, como mostraremos em detalhe oportunamente.

Em nossa literatura, certos matizes têm sido usualmente empregados para representar cada um dos planos inferiores, seguindo uma tabela de cores dada por Madame Blavatsky em sua obra monumental *A Doutrina Secreta*¹; mas deve-se compreender claramente que estes são empregados simplesmente como marcas distintivas — que são meramente simbólicos, e não pretendem de modo algum implicar uma predominância de um matiz particular no plano ao qual são aplicados.


Todas as cores conhecidas, e muitas que atualmente nos são desconhecidas, existem em cada um desses planos superiores da natureza; mas à medida que ascendemos de um estágio a outro, encontramo-las sempre mais delicadas e mais luminosas, de modo que poderiam ser descritas como oitavas superiores da cor.

Tenta-se indicar isso em nossas ilustrações dos vários veículos apropriados a esses planos, como se verá mais adiante.

Notar-se-á que o número de planos é sete, e que cada um deles, por sua vez, é dividido em sete subplanos.

Esse número sete sempre foi considerado santo e oculto, porque se verifica que ele subjaz à manifestação de várias maneiras.

Nos planos inferiores, que estão ao alcance de nossa investigação, a subdivisão séptupla é muito claramente marcada; e todas as indicações parecem justificar a suposição de que, naqueles reinos superiores que ainda estão além de nossa observação direta, um arranjo semelhante prevalece, permitindo a diferença de condições.

À medida que o homem aprende a funcionar nesses tipos superiores de matéria, ele descobre que as limitações da vida inferior são¹{Edição de Adyar, Vol. 5.} transcendidas e caem uma a uma.


Ele se encontra em um mundo de muitas dimensões, em vez de um de apenas três; e esse simples fato abre toda uma série de possibilidades inteiramente novas em várias direções.

O estudo dessas dimensões adicionais é um dos mais fascinantes que se pode imaginar; e aqueles que sentem interesse por ele não poderiam fazer melhor do que dedicar-se a ele seriamente, começando pelos admiráveis volumes de *Scientific Romances* do Sr. C. H. Hinton.

Exceto pela obtenção real da visão dos outros planos, não há método pelo qual se possa obter uma concepção tão clara da vida astral como pela realização da quarta dimensão.

Não é meu objetivo no momento descrever tudo o que se ganha com a maravilhosa extensão de consciência que pertence a esses planos superiores — de fato, já o fiz até certo ponto em um livro anterior.

Por ora, precisamos nos referir apenas a uma linha de investigação — aquela relacionada à constituição do homem e a como ele veio a ser o que é. A história de sua evolução anterior só pode ser obtida pelo exame desses registros indeléveis do passado, dos quais tudo o que aconteceu desde que o sistema solar veio à existência pode ser recuperado e feito passar diante do olho da mente; de modo que o observador vê tudo precisamente como se tivesse estado presente quando ocorreu, com a enorme vantagem adicional de poder manter qualquer cena isolada pelo tempo que for necessário para um exame cuidadoso, ou de passar uma centena inteira de eventos em revista em poucos momentos, se desejado.


Esse maravilhoso reflexo da memória divina não pode ser consultado com perfeita certeza abaixo do plano mental, portanto, para a leitura pronta dessa história anterior, é necessário que o estudante tenha ao menos aprendido a usar com liberdade os sentidos de seu corpo mental; e, se ele for tão afortunado a ponto de ter sob seu controle as faculdades do ainda mais elevado corpo causal, sua tarefa será ainda mais fácil. A questão desses registros foi tratada mais detalhadamente no Capítulo VII do meu pequeno livro sobre Clarividência, ao qual o leitor pode ser remetido para maiores detalhes.

CAPÍTULO V

A TRINDADE

Devemos agora nos esforçar para compreender como o homem vem à existência em meio a esse maravilhoso sistema dos planos da natureza, e, para fazer isso, descobriremos que somos compelidos a fazer uma excursão ao domínio da teologia, embora, nessa teologia que nos interessa, não lidemos com opiniões piedosas ou especulações, mas apenas com o que para nós é fato científico comprovado.

Quando buscamos nesses registros a origem do homem, o que vemos? Descobrimos que o homem é o resultado de um elaborado e belo esquema evolutivo, e que nele três correntes de vida divina podem ser consideradas convergentes.

Uma das escrituras sagradas do mundo fala de Deus como tendo feito o homem à Sua própria imagem — uma afirmação que, quando devidamente compreendida, revela-se portadora de uma grande verdade oculta.

Todas as religiões concordam em descrever a Divindade como tríplice em Sua manifestação, e ver-se-á que a alma do homem também é tríplice, e que existe a mais estreita conexão possível entre esses fatos.


Compreender-se-á, naturalmente, que falamos agora não do Absoluto, do Supremo e do Infinito (pois d'Ele nada podemos saber, exceto que Ele é), mas daquela gloriosa Manifestação d'Ele que é a grande Força Guia ou Divindade do nosso próprio sistema solar — que em nossa filosofia é chamado o Logos do sistema.

D'Ele é verdadeiro tudo o que já ouvimos predicar acerca da Divindade — tudo o que é bom, isto é, pois nestes dias ouvimos muita coisa que não é boa atribuída a Ele.

Aqueles que professam adorá-Lo frequentemente Lhe atribuem seus próprios vícios, e impiamente ousam descrevê-Lo como ciumento, irado, vingativo e cruel.

Tal abominável blasfêmia pode ser possivelmente menos hedionda no selvagem da África Central, que não tem concepção de poder exceto como expresso em crueldade e sede de sangue; mas não pode haver sombra de desculpa para isso entre pessoas que professam ser civilizadas, e aqueles que assim difamam a Fonte de toda Bondade e Amor cometem um crime cujos resultados malignos não podem ser facilmente medidos.

Mas tudo o que ouvimos acerca de Deus que é bom — o amor, a sabedoria, o poder, a paciência e a compaixão, a onisciência, a onipresença, a onipotência — tudo isso, e muito mais, é verdadeiro acerca do Logos Solar, em quem, em verdade, vivemos, nos movemos e temos nosso ser.

E lembre-se de que na Teosofia não oferecemos isso como uma opinião piedosa ou um artigo de fé religiosa; para o investigador clarividente essa Poderosa Existência é uma certeza definida — não que qualquer desenvolvimento meramente humano possa nos permitir vê-Lo diretamente, mas que evidências inconfundíveis de Sua ação e de Seu propósito nos cercam por todos os lados à medida que estudamos a vida dos planos superiores.


Conforme Ele Se mostra a nós em Sua obra, o Logos Solar é sem dúvida triplo — três e ainda assim um, como a religião há muito nos disse. Há muito que, à primeira vista, parece bastante incompreensível nas declarações sobre este assunto contidas nas antigas fórmulas da Igreja; contudo, quando explicadas à luz do ensino teosófico, ver-se-á que tudo isso é uma declaração notavelmente precisa e muito bela da verdade, ainda que aqui e ali tenham se introduzido passagens do mais degradado materialismo. A real beleza e o significado do Credo Atanasiano, por exemplo, só podem ser vistos quando estudado versículo por versículo com o auxílio de diagramas teosóficos.

É obviamente impossível imaginar esta manifestação divina de qualquer maneira, pois ela está necessariamente inteiramente além do nosso poder de representação ou compreensão; contudo, uma pequena parte de sua ação pode talvez, até certo ponto, ser trazida ao nosso alcance pelo emprego de certos símbolos simples, como os adotados na Lâmina II. Ver-se-á que no sétimo ou mais elevado plano do nosso sistema, a manifestação tripla do nosso Logos é representada por três círculos, significando Seus três aspectos.

Cada um desses aspectos parece ter sua própria qualidade e poder.

No Primeiro Aspecto, Ele não Se manifesta em nenhum plano abaixo do mais elevado, mas no Segundo Ele desce ao sexto plano e tece ao redor de Si um manto de sua matéria, fazendo assim uma expressão bastante separada e inferior d'Ele.

No Terceiro Aspecto, Ele desce à porção superior do quinto plano e tece ao redor de Si matéria desse nível, fazendo assim uma terceira manifestação.

Observar-se-á que estas três manifestações em seus respectivos planos são inteiramente distintas uma da outra, e ainda assim temos apenas de seguir as linhas pontilhadas para ver que estas pessoas separadas são, não obstante, na verdade apenas aspectos do Uno.

Bastante separadas, quando consideradas como pessoas, cada uma em seu próprio plano — bastante desconectadas diagonalmente, por assim dizer; contudo, cada uma tendo sua conexão perpendicular consigo mesma no nível onde estes três são um.

Assim, vemos um significado muito real na insistência da Igreja “de que adoramos um Deus em Trindade, e Trindade em Unidade, nem confundindo as pessoas, nem dividindo a substância” — isto é, nunca confundindo em nossas mentes a obra e as funções das três manifestações separadas, cada uma em seu próprio plano, e, no entanto, nunca esquecendo por um momento a Unidade Eterna da “substância”, aquilo que está por trás de todas igualmente no plano mais elevado.

É instrutivo notar aqui exatamente o verdadeiro significado desta palavra *pessoa*.

Ela é composta das duas palavras latinas *per* e *sona*, e portanto significa “aquilo através do qual o som vem” — a máscara usada pelo ator romano para indicar o papel que ele estava representando naquele momento.

Assim, falamos muito apropriadamente do grupo de veículos inferiores temporários que uma alma assume quando desce à encarnação como sua “personalidade”. Assim também essas manifestações separadas do Uno em diferentes planos são corretamente consideradas como pessoas.

Assim vemos como se pode dizer: — “Uma é a pessoa do Pai, outra a do Filho, e outra a do Espírito Santo; mas a Divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo é toda uma — a glória igual, a majestade coeterna.” Verdadeiramente as manifestações são distintas, cada uma em seu próprio plano, e consequentemente uma parece inferior à outra; contudo, basta olharmos para o sétimo plano para percebermos que “nesta Trindade nenhum é antes ou depois do outro, nenhum é maior ou menor que o outro, mas todas as três Pessoas são coeternas juntas e coiguais.” Assim também “cada Pessoa por si mesma é Deus e Senhor”, “e, no entanto, não são três Senhores, mas um só Senhor.” Veja também quão claras e luminosas se tornam muitas das declarações concernentes ao Segundo Aspecto e Sua descida à matéria.

Há outro significado muito mais amplo para isso, como será visto na Lâmina II; mas o que é verdadeiro para essa descida mais grandiosa é verdadeiro também para esta, pois

HOMEM VISÍVEL E INVISÍVEL

Quando pensamos no Aspecto no plano superior como a Divindade essencial que anima a manifestação na matéria relativamente inferior, embora ainda muito acima do nosso alcance, vemos como Ele é "Deus, da substância de seu Pai, gerado antes do mundo; mas homem, da substância de sua Mãe, nascido no mundo". Pois, como aspecto do divino, Ele existia antes do sistema solar, mas Sua manifestação na matéria do sexto plano ocorreu durante a vida desse sistema.

Assim, "embora seja Deus e Homem, contudo não é dois, mas um só Cristo; um, não por conversão da Divindade em carne, mas por assunção da humanidade em Deus". Um, isto é, não apenas por causa da Unidade essencial, mas por causa do glorioso poder de reabsorver em Si mesmo tudo o que foi adquirido pela descida à matéria inferior.

Mas isso pertence mais especialmente àquela descida maior ilustrada para nós na Lâmina III.

O maior cisma que já ocorreu na Igreja Cristã foi entre os ramos Oriental e Ocidental, a Igreja Grega e a Romana.

Embora, de fato, considerações políticas e financeiras tenham sido em grande parte responsáveis por essa divisão, a razão doutrinária alegada para ela foi a suposta corrupção da verdade, pela introdução no Credo da palavra *filioque* no Concílio de Toledo no ano de 589.


A questão em debate era se o Espírito Santo procedia somente do Pai, ou do Pai e do Filho — certamente um ponto suficientemente impraticável e remoto do conhecimento humano para ter sido posto de lado por ambas as partes em prol da unidade.

Mas a acrimônia teológica sempre parece grassar mais amargamente em torno dos assuntos mais obscuros, insignificantes e desinteressantes.

Nosso diagrama, no entanto, nos permite ver qual era o ponto em questão neste caso; e, além disso, mostra-nos, curiosamente, que ambas as partes estavam certas, e que, se tivessem compreendido claramente o assunto, não teria havido cisma algum.

A Igreja Latina sustentava, com bastante razão, que não poderia haver manifestação no quinto plano de uma Força que, reconhecidamente, vinha do sétimo, sem uma passagem pelo sexto intermediário; portanto, declararam que Ele procedia do Pai e do Filho.

A Igreja Grega, por outro lado, insistia absolutamente na distinção das Três Manifestações e protestava com toda razão contra qualquer teoria de uma processão da Primeira Manifestação através da Segunda, tal como seria tipificada em nosso diagrama se traçássemos uma linha diagonal através da Primeira, da Segunda e da Terceira.

A linha pontilhada à direita da Lâmina II, mostrando como o Terceiro Aspecto desce através dos planos e finalmente se manifesta no Quinto, é, naturalmente, a chave para a verdadeira linha de processão e a harmonia absoluta das duas ideias conflitantes.

O HOMEM       VISÍVEL         E       INVISÍVEL

A maneira maravilhosa pela qual o homem é feito à imagem de Deus pode ser vista comparando a tríade da alma humana com a Trindade em manifestação acima dela. Tão espantosamente materiais têm sido as concepções ortodoxas que este texto tem sido literalmente interpretado como referindo-se ao corpo físico do homem, e feito significar que Deus criou o corpo do homem numa forma que Ele previu ser aquela que Cristo escolheria assumir quando viesse à Terra — um exemplo notável de confusão mental, mesmo para um teólogo.

Um olhar sobre a Lâmina II nos mostra imediatamente o verdadeiro significado dessas palavras.

Não é o corpo físico do homem, mas a constituição de sua alma, que reproduz com maravilhosa exatidão o método da manifestação Divina.

Assim como três aspectos do Divino são vistos no sétimo plano, assim a Centelha Divina do espírito no homem é vista como tripla em sua aparência no quinto plano.

Em ambos os casos, o Segundo Aspecto é capaz de descer um plano mais abaixo e de se revestir da matéria desse plano; em ambos os casos, o Terceiro Aspecto é capaz de descer dois planos e repetir o processo.

Assim, em ambos os casos, há uma Trindade na Unidade, separada em suas manifestações, porém una na realidade subjacente.

Mas, por ora, estamos preocupados simplesmente com o fato de que cada um dos três Aspectos, Pessoas ou Manifestações do Logos tem um papel especial a desempenhar na preparação e no desenvolvimento da alma do homem.

O HOMEM     VISÍVEL        E       INVISÍVEL

O que são esses papéis, procuraremos tornar claro com a ajuda do diagrama dado na Lâmina III.

As subdivisões horizontais indicam os planos, precisamente como na Lâmina II, e acima delas serão vistos três símbolos pertencentes à série descrita por Madame Blavatsky em A Doutrina Secreta.

O mais elevado representa o Primeiro Aspecto do Logos, e traz apenas um ponto central, significando a manifestação primária em nosso sistema.

O Segundo Aspecto do Logos é simbolizado por um círculo dividido por um diâmetro, mostrando a manifestação dual que está sempre associada à Segunda Pessoa de qualquer das Trindades, enquanto o círculo mais baixo contém a cruz grega, um dos símbolos mais usuais do Terceiro Aspecto.

CAPÍTULO VI

OS PRIMEIROS DERRAMAMENTOS É deste Terceiro Aspecto que provém o primeiro movimento em direção à formação do sistema.

Antes deste movimento, nada existe além do estado atômico da matéria em cada um dos planos da natureza, nenhuma das agregações ou combinações que constituem os sub-planos inferiores de cada um tendo ainda sido formada.

Mas neste mar de matéria virgem (a verdadeira Virgem Maria) derrama-se o Espírito Santo, o Doador da Vida, como é chamado no Credo Niceno; e pela ação de Sua gloriosa vitalidade, os átomos são despertados para novos poderes e possibilidades de atração e repulsão, e assim as subdivisões inferiores de cada plano vêm à existência.

Ver-se-á que isto é simbolizado no diagrama por uma linha que desce do círculo mais baixo diretamente através de todos os planos, tornando-se mais larga e mais escura à medida que desce, para mostrar como o Espírito Divino se torna cada vez mais velado na matéria à medida que desce, até que muitos são incapazes de reconhecê-lo como divino de todo.

Contudo, a força viva está, não obstante, ali, mesmo quando está mais estritamente confinada nas suas formas mais baixas.

O

OS TRÊS DERRAMAMENTOS

II!      O HOMEM VISÍVEL E INVISÍVEL

recentes experimentos do Professor von Schrén em Nápoles provaram conclusivamente a existência de vida no reino mineral, e mostram também de maneira mais maravilhosa a ação do primeiro e do segundo destes grandes derramamentos sucessivos da Vida Divina.

Nesta matéria assim vivificada, o segundo grande derramamento da Vida Divina desce.

Assim, a Segunda Pessoa da Trindade toma forma não apenas da matéria "virgem" ou improdutiva, mas da matéria que já está instintiva e pulsante com a vida da Terceira Pessoa, de modo que tanto a vida quanto a matéria O envolvem como uma vestimenta, e assim, em verdade, Ele é "encarnado do Espírito Santo e da Virgem Maria", que é a verdadeira interpretação de uma passagem proeminente do nosso credo.

(Veja *The Christian Creed*, página 73.) Muito lenta e gradualmente, essa inundação irresistível derrama-se através dos vários planos e reinos, gastando em cada um deles um período igual em duração a uma encarnação inteira de uma cadeia planetária, período que, se medido como medimos o tempo, cobriria muitos milhões de anos.

Essa inundação é simbolizada na Lâmina III pela linha que, partindo do segundo dos círculos, varre o lado esquerdo da oval, escurecendo gradualmente à medida que se aproxima de seu nadir.

Após passar esse ponto, ela começa seu arco ascendente e sobe através dos planos físico, astral e mental inferior, até encontrar o terceiro grande derramamento, que é tipificado pela

HOMEM             VISÍVEL             E       INVISÍVEL

linha que parte do círculo mais alto e forma o lado direito da grande oval.

Desse encontro falaremos mais adiante, mas por ora voltemos nossa atenção ao arco descendente.

Para nos ajudar a compreender melhor isso, voltemo-nos para a Lâmina IV. Esse diagrama, embora pareça tão diferente, de fato corresponde muito de perto à Lâmina III; a coluna de cores variadas à esquerda é idêntica à curva que varre para baixo à nossa esquerda na Lâmina III, e todas as figuras piramidais que compõem o restante do diagrama são simplesmente representações da parte inicial da curva ascendente à direita da Lâmina III, retratadas em vários estágios de seu crescimento.

Observar-se-á que, em diferentes estágios de sua descida, ela é chamada por nomes especiais.

Como um todo, é frequentemente referida como essência mônada, mais especialmente quando revestida apenas da matéria atômica dos vários planos; mas quando, em seu curso descendente, ela energiza na matéria da parte superior do plano mental, é conhecida como o Primeiro Reino Elemental.

Após gastar um período completo de cadeia nessa evolução, ela desce aos níveis inferiores ou rupa do mesmo plano, e ali ela almas o Segundo Reino Elemental por outro período de cadeia.

Sua próxima zona é gasta no nível astral, onde é chamada de Terceiro Reino Elemental, ou muito frequentemente simplesmente essência elemental do plano astral.

Em ambos os estágios, ela está muito intimamente conectada com o

HOMEM       VISÍVEL            E            INVISÍVEL

homem, pois entra largamente na composição de seus vários veículos e influencia seu pensamento e ação.

Isto, porém, está fora do nosso presente assunto, e para uma descrição completa dessa ação do “elemental de desejo” e do “elemental mental” sobre o homem, devemos remeter nossos leitores a outras obras teosóficas.

Um capítulo sobre o elemental de desejo será encontrado em *O Outro Lado da Morte*.

Quando essa grande onda de vida da força divina atinge o ponto mais baixo de seu curso destinado, ela é imersa na matéria física; e nesse período, e por algum tempo depois de ter começado sua longa jornada ascendente, ela está energizando ou animando o reino mineral da cadeia particular sobre a qual se encontra no momento.

Nesse estágio, ela tem sido às vezes chamada de “a mônada mineral”, assim como em períodos posteriores de sua evolução tem sido denominada “a mônada vegetal” e “a mônada animal”. Mas todos esses títulos são um tanto enganosos, porque parecem sugerir que uma grande mônada anima o reino inteiro.

Mesmo quando essa essência mônadica se apresenta diante de nós, nos mais antigos dos reinos elementais, ela já não é uma mônada, mas muitas — não uma grande corrente de vida, mas muitas correntes paralelas, cada uma possuindo características próprias.

Todo o esquema tende cada vez mais à diferenciação, e sempre que essas correntes descem de reino a reino, elas se dividem

O HOMEM VISÍVEL E O INVISÍVEL

e se subdividem cada vez mais.

Pode ser que haja um ponto antes de toda essa evolução no qual possamos pensar no grande derramamento como homogêneo, embora nenhum homem jamais o tenha visto nessa condição; e na conclusão do primeiro grande estágio da evolução, ele é finalmente dividido em individualidades, sendo cada homem uma alma separada, embora ainda uma alma não desenvolvida.

Agora, em todos os pontos entre esses dois extremos, sua condição é algo intermediário; há sempre subdivisão, mas ela ainda não é levada ao ponto da individualização.

Nunca se deve esquecer que estamos lidando o tempo todo com a evolução da força ou vida animadora, e não da forma externa; e essa energia animadora evolui por meio das qualidades adquiridas na encarnação física.

No reino vegetal, por exemplo, não temos uma alma para uma planta, mas uma alma-grupo para um número enorme de plantas — talvez em alguns casos para uma espécie inteira.

No reino animal, essa subdivisão avançou muito mais, e embora ainda possa ser verdade, entre as formas inferiores de vida insetil, que uma alma anime muitos milhões de corpos, no caso dos animais superiores, um número comparativamente pequeno de formas físicas é a expressão de uma única alma-grupo.

CAPÍTULO VII

A ALMA-GRUPO ANIMAL

Essa ideia da alma-grupo parece a muitos estudantes nova e difícil; talvez uma simile oriental nos ajude a compreendê-la mais prontamente.

Dizem-nos que a alma-grupo é como a água em um balde, enquanto, se supusermos um copo cheio de água retirado desse balde, teremos uma representação da alma do animal individual.

A água no copo está, por um tempo, completamente separada daquela no balde, e assume a forma do copo que a contém. Suponhamos que coloquemos nesse copo uma certa quantidade de matéria corante, de modo que a água nele adquira uma tonalidade distinta própria; essa matéria corante representará as qualidades desenvolvidas na alma temporariamente separada pelas diversas experiências pelas quais ela passa.

A morte do animal será tipificada pelo derramamento de volta da água do copo para o balde, quando a matéria corante se espalhará imediatamente por toda a água, tingindo-a levemente.

Exatamente da mesma maneira, quaisquer qualidades que tenham sido desenvolvidas durante a vida do animal separado serão distribuídas por toda a alma-grupo após sua morte.


Seria impossível retirar novamente do balde o mesmo copo de água, mas todo copo cheio retirado posteriormente será necessariamente colorido pela matéria trazida daquele primeiro copo.

Se fosse possível retirar do balde exatamente as mesmas moléculas de água, para reproduzir exatamente o primeiro copo cheio, isso seria uma verdadeira reencarnação; mas, como isso não é possível, temos, em vez disso, a reabsorção da alma temporária na alma-grupo — um processo no qual, no entanto, tudo o que foi ganho pela separação temporária é cuidadosamente preservado.

Não apenas um copo de cada vez, mas muitos copos simultaneamente são enchidos de cada balde; e cada um deles traz de volta à alma-grupo sua própria cota de qualidade evoluída.

Assim, com o tempo, muitas qualidades diferentes são desenvolvidas dentro de cada alma-grupo e, naturalmente, manifestam-se como inerentes a todo animal que seja uma expressão dela. Daí vêm os instintos definidos com os quais certas criaturas nascem.

O filhote de pato, no momento em que é libertado do ovo, busca a água e pode nadar sem medo, mesmo que tenha sido chocado por uma galinha que tem pavor de água e fica terrivelmente preocupada ao ver seus protegidos correndo para o que ela supõe ser a destruição.

Mas aquela fração de uma alma-grupo que está funcionando através do filhote de pato sabe perfeitamente

O HOMEM      VISÍVEL        E       INVISÍVEL

bem, por experiência anterior, que a água é seu elemento natural, e o pequeno corpo executa suas ordens sem medo.

Durante todo esse tempo, dentro de cada alma-grupo, a tendência a uma subdivisão cada vez maior está trabalhando constantemente.

Ela se manifesta em um fenômeno que, embora em um plano mais elevado, tem uma curiosa semelhança com a maneira pela qual uma célula se divide.

Na alma-grupo, que pode ser pensada como animando vividamente uma grande massa de matéria no plano mental, uma espécie de película quase imperceptível aparece; podemos supor que uma espécie de barreira gradualmente se forma através do balde.

A água a princípio filtra através dessa barreira até certo ponto, mas, no entanto, os copos de água retirados de um lado dessa barreira são sempre devolvidos ao mesmo lado, de modo que, aos poucos, a água de um lado torna-se diferenciada da água do outro; então a barreira gradualmente se adensa e se torna impenetrável, até que finalmente temos dois baldes em vez de um.

Esse processo é constantemente repetido, até que, quando chegamos aos animais realmente superiores, um número comparativamente pequeno de corpos está ligado a cada alma-grupo.

Verifica-se que a individualização, que eleva uma entidade definitivamente do reino animal para o humano, só pode ocorrer a partir de certos tipos de animais.

Somente entre criaturas domesticadas, e de modo algum entre todas as classes mesmo dessas, ocorre essa

O HOMEM     VISÍVEL            E     INVISÍVEL

individualização.

Deve-se naturalmente lembrar que estamos pouco além da metade da evolução desta cadeia de mundos, e é somente ao final dessa evolução que se espera que o reino animal atinja a humanidade.

Naturalmente, portanto, qualquer animal que esteja agora atingindo ou mesmo se aproximando da individualização deve estar notavelmente à frente dos demais, e o número de tais casos é consequentemente muito pequeno.

Ainda assim, eles ocorrem ocasionalmente, e são de extremo interesse para nós por indicarem a maneira pela qual nós mesmos viemos a existir no passado remoto.

O reino animal lunar, do qual fomos individualizados, estava em um nível um tanto inferior ao reino animal dos dias atuais; mas o princípio adotado parece ter sido quase precisamente o mesmo.

SO eeSS muci 6 AE TT, NL ee FE A

 i              INVOLUÇÃO & EVOLUÇÃO

| PLANO MAHAPARANIRVÂNICO | |PLANO PARANIRVÂNICO    PLANO NIRVÂNICO  eePLANO BÚDICO          NIA     EK! ye    fi                          ——                         NÍVEL ARÚPICO                          NÍVEL RÚPICO

ASTRAL TTlee (eral  Meee ne ||Pease ||mare  MATÉRIA.

MINERAL   VEGETAL ANIMAL    HUMANO   ESPIRITUAL.

CAPÍTULO       VIII

A     CURVA         ASCENDENTE

ANTES de explicar isso em detalhe, devemos nos referir mais uma vez à Lâmina IV. Lembrar-se-á de que as faixas de várias cores que ocupam a parte principal deste diagrama destinam-se a significar vários estágios no progresso ascendente da essência mônadica.

Em seu curso descendente, indicado pela coluna à esquerda do diagrama, ela simplesmente se agrega ao redor de si os diferentes tipos de matéria nos vários planos, evoluindo essa matéria ao acostumá-la e adaptá-la a transmitir vibrações e impressões, e ao mesmo tempo adquirindo para si o poder de receber e responder prontamente a essas impressões em seus respectivos níveis.

Mas quando ela atingiu o ponto mais baixo de sua imersão na matéria, e se volta para começar o grande arco ascendente da evolução em direção à divindade, seu trabalho então é um tanto diferente.

Seu objetivo então é desenvolver sua consciência plenamente nesses vários níveis, aprendendo a controlar os corpos que constrói a partir deles, e a usá-los definitivamente como veículos, de modo que

O HOMEM          VISÍVEL          E          INVISÍVEL

eles não sirvam apenas como pontes para levar impressões de fora para a alma, mas também capacitem essa alma a se expressar em seus respectivos planos por meio deles.

Neste esforço, ele começa naturalmente pela matéria mais densa, pois suas vibrações, embora sejam as maiores e mais grosseiras, são também as menos poderosas ou penetrantes e, portanto, as mais fáceis de controlar.

Assim, acontece que o homem, embora possuindo em condição mais ou menos latente tantos princípios superiores, é ainda, no início, por muito tempo, plenamente consciente apenas em seu corpo físico; e, depois, desenvolve muito gradualmente a consciência em seu veículo astral, enquanto em seu corpo mental ela surge em um estágio ainda posterior.

Voltando-nos para a Prancha IV, vemos que temos uma faixa ou fita separada para representar cada um dos reinos.

Notar-se-á que, na faixa correspondente ao reino mineral, temos a largura total desenvolvida apenas na parte mais densa do plano físico, e que, na parte da faixa que corresponde à matéria física etérica, a faixa se torna progressivamente mais estreita à medida que nos aproximamos dos planos superiores.

Isso indica, naturalmente, que, no reino mineral, o controle da alma sobre a parte superior da matéria etérica ainda não está perfeitamente desenvolvido.

Notar-se-á também que há um pequeno ponto vermelho, mostrando que certa quantidade de consciência já está atuando através da matéria astral — isto é, dizer, que certa quantidade de desejo já está se manifestando. Pode parecer estranho a muitas pessoas falar de desejo em conexão com o reino mineral; mas todo químico sabe que, na afinidade química, já temos uma manifestação muito distinta de preferência por parte de vários elementos assim chamados; e o que é isso senão um começo de desejo? Um elemento tem um desejo tão forte pela companhia de outro que abandonará instantaneamente, para se unir a ele, qualquer outra substância com a qual possa estar associado.


De fato, é por meio do nosso conhecimento dessas preferências e aversões dos vários elementos que obtemos diversos gases quando os queremos.

Por exemplo, oxigênio e hidrogênio estão combinados na água; mas, se lançarmos sódio na água, descobriremos que o oxigênio prefere o sódio ao hidrogênio e prontamente abandona este último para se combinar com o primeiro; assim, temos um composto chamado hidróxido de sódio em vez de água, e o hidrogênio liberado escapa.

Ou, se colocarmos limalha de zinco em ácido clorídrico diluído (que é hidrogênio combinado com cloro), descobriremos que o cloro abandona o hidrogênio para se unir ao zinco, de modo que resta cloreto de zinco, enquanto o hidrogênio é liberado e pode ser coletado; de fato, este é um dos métodos comuns de obtê-lo. Assim, ver-se-á que temos justificativa para falar da ação do desejo no reino mineral.

HOMEM       VISÍVEL          E          INVISÍVEL

Se agora olharmos para a faixa que simboliza o reino vegetal, veremos que ela tem largura total não apenas no físico denso, mas também na parte etérica.

Veremos também que o ponto que tipifica o desejo está mais plenamente desenvolvido, indicando uma capacidade muito maior de utilizar a matéria astral inferior.

Aqueles que estudaram botânica saberão que simpatias e antipatias (isto é, formas de desejo) são muito mais proeminentes no mundo vegetal do que no mineral, e que muitas plantas exibem grande engenho e sagacidade para atingir seus fins, embora limitados possam ser esses fins do nosso ponto de vista.

Quando nos voltamos para a faixa que representa o reino animal, descobrimos que a consciência avançou muito mais.

Notar-se-á que a faixa tem largura total não apenas através de todo o plano físico, mas também no subplano mais baixo do astral, mostrando que o animal é capaz, na mais plena extensão possível, de experimentar os desejos inferiores, embora o rápido estreitamento da faixa à medida que alcançamos os subplanos superiores proclame que sua capacidade para os desejos superiores é muito mais limitada.

Ainda assim, ela existe; e assim acontece que, em casos excepcionais, ele pode manifestar uma qualidade extremamente elevada de afeição ou devoção.

Observar-se-á também que a faixa que representa o reino animal termina em um ponto verde, significando que, nesse estágio, já há um desenvolvimento de

HOMEM         VISÍVEL      E      INVISÍVEL

inteligência, empregando matéria mental para sua manifestação.

Costumava-se supor, outrora, que a razão era a qualidade que distinguia o homem dos animais — que ele possuía essa faculdade, enquanto eles tinham apenas instinto.

No que diz respeito aos animais domésticos superiores, contudo, isso é certamente um erro; qualquer pessoa que tenha tido um cão ou um gato, e dele feito um amigo (como, sem dúvida, qualquer pessoa que tenha um animal de estimação deveria fazer), certamente terá observado que tais criaturas inegavelmente exercem o poder da razão de causa a efeito, embora, naturalmente, as linhas ao longo das quais sua razão pode operar sejam poucas e limitadas, e a própria faculdade seja muito menos poderosa que a nossa.

No caso do animal comum, o ponto é corretamente demonstrado como abrangendo apenas a variedade mais baixa de razão, atuando na questão da subdivisão mais inferior do plano mental; mas com o animal doméstico altamente desenvolvido, o ponto poderia prontamente estender-se até mesmo ao mais elevado dos quatro níveis inferiores, embora, é claro, permanecesse apenas um ponto, e de modo algum a largura total da faixa.

CAPÍTULO IX

CONSCIÊNCIA HUMANA Quando nos voltamos para a consideração da faixa de cor que representa a humanidade, notamos de imediato várias características inteiramente novas.

Neste caso, a faixa mantém sua largura total não apenas através de todo o plano físico, mas também através de todo o astral, mostrando que o homem é capaz de todas as variedades de desejo na mais plena extensão possível, tanto as mais elevadas quanto as mais baixas.

Ela também exibe a largura total no nível mais baixo do plano mental, indicando que, no que concerne a esse nível, a faculdade racional do homem está plenamente desenvolvida.

Acima disso, contudo, o desenvolvimento ainda não é completo; mas um fator inteiramente novo é introduzido na presença do triângulo azul-escuro no plano mental superior, significando a posse, pelo homem, de um corpo causal e de um ego reencarnante permanente.

Esse triângulo azul corresponde ao outro triângulo no círculo que se vê na Lâmina III.

No caso da grande maioria da humanidade, o ponto que denota consciência de qualquer espécie nos níveis mentais superiores não se eleva além do terceiro, ou o mais baixo deles.


É apenas muito gradualmente, à medida que seu desenvolvimento progride, que o ego consegue elevar sua consciência ao segundo ou ao primeiro desses subplanos.

Não se implica, é claro, que o homem possa funcionar conscientemente nessas alturas ainda.

Nos tipos inferiores de selvagens, o desejo é ainda enfaticamente a característica mais proeminente, embora o desenvolvimento mental também tenha progredido em certa medida.

Tal homem, durante a vida, tem uma consciência obscura em seu corpo astral enquanto dorme e, após a morte, está plenamente consciente e ativo nos subplanos astrais inferiores.

De fato, essa vida astral inferior geralmente constitui quase todo o intervalo entre suas encarnações, pois ele ainda não possui praticamente nada da vida do mundo celestial.

A consciência do homem nesse nível está, sem dúvida, centrada na parte bastante inferior do corpo astral, e sua vida é governada principalmente por sensações ligadas ao plano físico.

O homem comum de nossa própria raça ainda vive quase inteiramente em suas sensações, embora o astral superior esteja começando a entrar em ação; mas, ainda assim, para ele, a questão proeminente que orienta sua conduta não é, de modo algum, o que é certo ou razoável fazer, mas simplesmente o que ele próprio deseja fazer. Os mais cultos e desenvolvidos entre nós estão começando a governar o desejo pela razão — isto é, o centro de consciência está gradualmente se transferindo do astral superior para o mental inferior.


Lentamente, à medida que o homem progride, ele se eleva ainda mais, e o homem começa a ser dominado pelo princípio, em vez do interesse e do desejo.

Ser capaz de usar esses diferentes corpos como veículos definidos nos quais a alma pode funcionar conscientemente é outro desenvolvimento ainda maior.

Qualquer homem razoavelmente avançado e culto entre as raças superiores da humanidade já tem consciência plenamente desenvolvida no corpo astral e é perfeitamente capaz de empregá-lo como veículo, se apenas tivesse o hábito de fazê-lo. Mas, para isso, seria necessário um esforço definido.

A enorme maioria desses homens nada sabe sobre o corpo astral ou seus usos e, naturalmente, não faz nenhum esforço de qualquer espécie.

Eles carregam consigo a tradição do costume imemorial de uma longa série de vidas em que as faculdades astrais não foram utilizadas, pois essas faculdades têm crescido gradual e lentamente dentro de uma casca, algo como um pinto cresce dentro do ovo.

A casca é composta pela grande massa de pensamento egocêntrico na qual o homem comum está tão irremediavelmente sepultado.

Quaisquer que tenham sido os pensamentos que ocuparam principalmente sua mente durante o dia, ele geralmente os continua ao adormecer e, assim, é cercado por uma parede tão densa, feita por ele mesmo, que praticamente nada sabe do que se passa lá fora.

Ocasionalmente, mas muito raramente, algum impacto violento vindo de fora, ou algum forte desejo próprio vindo de dentro,

HOMEM VISÍVEL E INVISÍVEL

pode rasgar essa cortina de névoa por um momento e permitir-lhe receber alguma impressão definida; mas mesmo assim a névoa se fecha novamente quase imediatamente, e ele continua sonhando sem observar como antes.

É óbvio que essa casca pode ser quebrada de várias maneiras.

Primeiro.—No futuro distante, a evolução lenta mas segura do homem dissipará sem dúvida gradualmente a cortina de névoa, de modo que ele se tornará consciente aos poucos do poderoso mundo de vida intensamente ativa que o cerca.

Segundo—O próprio homem, tendo aprendido os fatos do caso, pode, por esforço constante e persistente de dentro, dissipar a névoa e gradualmente superar a inércia resultante de eras de inatividade.

Isso é, naturalmente, meramente a aceleração do processo natural, e não será de modo algum prejudicial se o desenvolvimento do homem estiver prosseguindo com igual rapidez em outras linhas.

Mas se ele obtiver esse despertar sem ter alcançado ao mesmo tempo a força, o conhecimento e o desenvolvimento moral que naturalmente o teriam precedido, ele estaria sujeito ao duplo perigo de usar mal tais poderes que possa adquirir e de ser dominado pelo medo na presença de forças que não pudesse compreender nem controlar.

Terceiro.—Pode acontecer que algum acidente, ou algum uso ilegal de cerimônias mágicas, rasgue tanto o véu que ele nunca mais se feche completamente; e então

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o homem fica na terrível condição tão bem descrita por Madame Blavatsky em sua história "A Bewitched Life", ou por Bulwer Lytton em seu poderoso romance Zanoni.

Quarto—Algum amigo que conheça o homem profundamente e acredite que ele seja capaz de enfrentar os perigos do plano astral e fazer ali um bom trabalho altruísta pode agir sobre essa casca de nuvem de fora e despertar o homem para uma ação definida.

Este é o despertar ao qual se faz referência em nossos livros, e naturalmente o homem que faz isso assume uma responsabilidade muito séria para com o homem que assim desperta.

O trabalhador mais experiente assume essa responsabilidade somente quando, por longo e íntimo conhecimento, tornou-se razoavelmente certo de que o mais jovem possui, em alguma medida, todas as qualificações mencionadas no Capítulo XIX de *Auxiliares Invisíveis*; mas a necessidade de auxiliares é tão grande que todo aspirante pode estar absolutamente certo de que não haverá um dia de atraso em despertá-lo assim que for visto como pronto.

Enquanto isso, aqueles que se sentem negligenciados têm sempre o recurso de adotar o segundo método ao qual me referi acima; mas, antes de fazê-lo, seria aconselhável que se assegurassem absoluta e inquestionavelmente de que possuem o desenvolvimento necessário em outras linhas, pois, caso contrário, sua queda será rápida e certa.

Mas, como foi explicado nos livros, muito trabalho pode ser feito, e constantemente é feito, aquém

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desse pleno despertar.

Um homem que adormece cada noite com a intenção definida em sua mente de realizar uma certa tarefa, certamente irá e tentará cumprir sua intenção assim que for libertado de seu corpo físico; mas, tendo feito o seu melhor em conexão com aquele caso particular, é quase certo que deixará a névoa fechar-se ao seu redor novamente, simplesmente pelo fato de que, por eras, não se acostumou a iniciar uma nova linha de ação quando funcionando à parte do cérebro físico.

Muitos de nossos membros fazem questão de assegurar assim que possam realizar pelo menos uma ação útil a cada noite; e, naturalmente, em muitos casos, a ação é tal que ocupa todo o tempo gasto no sono, de modo que estão praticamente se esforçando ao máximo possível para eles.

Devemos também lembrar que não é de modo algum apenas durante o sono que podemos dar ajuda eficaz; o pensamento vivo e forte pode ser enviado a qualquer momento, e nunca deixa de produzir seu efeito.

Mas a diferença entre aquele que foi definitivamente despertado e aquele que não foi é que, no caso do primeiro, a cortina de névoa foi para sempre dissipada, enquanto no último ela meramente se abre por um tempo e depois se fecha tão impenetravelmente quanto antes.

CAPÍTULO X

A TERCEIRA EMANAÇÃO

Para compreender a formação da alma no homem, há outro grande fator que deve ser levado em consideração.

Esta é a terceira emanação da vida divina, que provém do primeiro aspecto do Logos, e faz dentro de cada homem aquele distintivo "espírito do homem que ascende", em contraposição ao "espírito do animal que desce" — o que, interpretado, significa que enquanto a alma do animal reflui após a morte do corpo para a alma-grupo ou bloco ao qual pertence, o espírito divino no homem não pode assim cair novamente, mas ascende sempre adiante e para cima, em direção à divindade de onde veio.

Esta terceira onda de vida é representada pela faixa à direita na Estampa III, e notar-se-á que, neste caso, a emanação não se torna mais escura ou mais materializada à medida que prossegue.

Parece ser incapaz, por si mesma, de descer mais abaixo do que o plano búdico, e ali paira como uma nuvem poderosa, aguardando uma oportunidade de efetuar uma junção com a segunda emanação, que está lentamente subindo para encontrá-la. Embora esta nuvem pareça exercer uma atração constante sobre a essência abaixo dela, contudo o desenvolvimento que torna a união uma possibilidade deve ser feito de baixo.


A ilustração geralmente dada no Oriente para ajudar o neófito a compreender este processo é a da formação da tromba d'água.

Ali também temos uma grande nuvem pairando sobre o mar, na superfície do qual ondas estão constantemente se formando e se movendo.

Em pouco tempo, um grande dedo se estende da nuvem — um cone invertido de vapor violentamente giratório.

Debaixo disso, um vórtice se forma rapidamente no oceano, mas em vez de ser uma depressão em sua superfície, como é o redemoinho comum, é um cone giratório que se eleva acima dessa superfície.

Firmemente, os dois se aproximam cada vez mais, até que chegam tão perto que o poder de atração é forte o bastante para transpor o espaço intermediário, e de repente uma grande coluna de água e vapor misturados se forma onde nada existia antes.

Exatamente da mesma maneira, as almas-grupo do reino animal estão constantemente lançando partes de si mesmas em encarnação, como as ondas temporárias na superfície do mar, e o processo de diferenciação continua até que, por fim, chega um tempo em que uma dessas ondas se eleva suficientemente alto para permitir que a nuvem pairante efetue uma junção com ela, e então ela é atraída para uma nova existência, nem na nuvem nem no mar, mas entre os dois.


e participando da natureza de ambos.

Assim, ele se separa da alma-grupo da qual até então fazia parte, e não mais cai de volta no mar.

Qualquer pessoa que tenha feito amizade com um animal doméstico verdadeiramente inteligente compreenderá facilmente como isso acontece, pois terá visto a intensa devoção manifestada pelo animal ao mestre que ama, e os grandes esforços mentais que faz para compreender os desejos de seu mestre e agradá-lo.

Obviamente, tanto o intelecto do animal quanto seu poder de afeição e devoção serão enormemente desenvolvidos por esses esforços; e chegará o tempo em que, dessa maneira, ele se elevará tanto acima do nível geral de sua alma-grupo que se libertará absolutamente dela, e, ao fazê-lo, tornar-se-á um veículo adequado para essa terceira efusão, pela união com a qual o indivíduo é formado, que a partir de então segue seu próprio curso de evolução de volta à divindade.

Pergunta-se às vezes por que, se a essência era divina no início e retorna à divindade no fim — se a mônada humana era toda-sábia e toda-boa quando iniciou sua longa jornada através da matéria — foi necessário que ela passasse por toda essa evolução, incluindo, como inclui, muito sofrimento e dor, simplesmente para retornar à sua fonte no final.

Mas essa questão baseia-se em um completo equívoco dos fatos.

Quando o que às vezes é chamado, embora talvez inapropriadamente, de a mônada humana emanou do divino, ela não era uma mônada de forma alguma — muito menos uma toda-sábia e toda-boa.


Não havia nela qualquer tipo de individualização — era simplesmente uma massa de essência mônadica.

A diferença entre sua condição ao emanar e ao retornar é exatamente como a que existe entre uma grande massa de matéria nebular brilhante e o sistema solar que eventualmente se forma a partir dela. A nebulosa é bela, sem dúvida, mas vaga e inútil; o sol formado a partir dela por lenta evolução derrama vida, calor e luz sobre muitos mundos e seus habitantes.

Ou podemos tomar outra analogia.

O corpo humano é composto de inúmeros milhões de minúsculas partículas, e algumas delas são constantemente expelidas dele. Suponhamos que fosse possível para cada uma dessas partículas passar por algum tipo de evolução por meio da qual, com o tempo, se tornasse um ser humano; não diríamos que, por ter sido, em certo sentido, humana no início dessa evolução, ela portanto nada tivesse ganho ao alcançar o fim.

A essência surge como uma mera emanação de força, ainda que seja força divina; retorna sob a forma de milhares de milhões de poderosos adeptos, cada um capaz de, por si mesmo, desenvolver-se em um Logos.

É este maravilhoso curso de evolução que procuraremos representar, até certo ponto, em nossa série de ilustrações; e, embora o máximo que possamos fazer seja esforçar-nos por retratar a mudança que ocorre nos

O HOMEM        VISÍVEL        E        INVISÍVEL

diversos veículos do homem à medida que ele se desenvolve, espera-se ainda que alguma ideia do progresso possa assim ser transmitida àqueles que ainda não são capazes de ver.

Há um ponto relacionado à junção que temos procurado descrever que requer explicação adicional.

Uma curiosa mudança ocorreu na posição da essência monádica. Ao longo de todas as suas longas eras de evolução em todos os reinos anteriores, ela foi invariavelmente o princípio animador e energizante — a força por trás de quaisquer formas que tenha ocupado temporariamente.

Mas agora, aquilo que até então foi o animador torna-se, por sua vez, o animado; dessa essência monádica que fazia parte da alma-grupo animal forma-se agora o corpo causal — uma esplêndida forma ovoide de luz viva, na qual a luz e a vida ainda mais gloriosas do alto desceram, e por meio da qual essa vida superior é capacitada a expressar-se como a individualidade humana.

Nem, como expliquei ao escrever sobre este assunto em *O Credo Cristão*, deve alguém pensar que é um objetivo indigno alcançar, como resultado de uma evolução tão longa e cansativa, ter-se tornado assim um veículo desta última e mais grandiosa emanação do Espírito divino; pois deve ser lembrado que, sem a preparação deste veículo para atuar como elo de ligação, a imortal individualidade do homem jamais poderia vir a existir.

Nenhum fragmento do trabalho realizado através de todas essas eras se perde, e nada foi inútil.

Pois o superior

O HOMEM      VISÍVEL        E        INVISÍVEL

A tríade assim formada torna-se uma unidade transcendente, “não pela conversão da Divindade em carne, mas pela assunção da humanidade em Deus”. Sem esse longo curso de evolução, essa consumação final jamais poderia ter sido alcançada, que o homem se elevasse ao nível da divindade, e que assim o próprio Logos se tornasse mais perfeito, na medida em que Ele tem, de sua própria progênie, aqueles sobre os quais esse amor, que é a essência de Sua natureza divina, foi pela primeira vez plenamente derramado, e pelos quais ele pode ser retribuído.

Um estágio de desenvolvimento muito à frente do homem comum é tipificado para nós pela faixa à extrema direita do diagrama na Lâmina IV. Ali temos a imagem do homem altamente espiritual, cuja consciência já evoluiu até mesmo além do corpo causal, de modo que ele é capaz de funcionar livremente no plano búdico, e também tem uma consciência (pelo menos quando fora do corpo) em um plano ainda mais elevado do que esse, como é sugerido pelo ponto branco.

Ver-se-á que, no seu caso, o centro de consciência (denotado pela parte mais larga da fita) não está de modo algum, como antes, nos planos físico e astral, mas situa-se entre o mental superior e o búdico.

O mental superior e o astral superior são nele muito mais desenvolvidos do que suas partes inferiores, e embora ele ainda retenha seu corpo físico, como é mostrado pelo fato de que o ponto inferior da faixa ainda alcança o limite físico mais baixo, isso é apenas um ponto, que significa que ele mantém essa forma física meramente por conveniência de trabalhar nela, e não de modo algum porque seus pensamentos e desejos estão fixados ali.


Ele já transcendeu há muito tempo todo carma que pudesse prendê-lo à encarnação; e se agora ele assume sobre si os veículos dos planos inferiores, é simplesmente para que, através deles, ele possa trabalhar para o bem da humanidade e derramar nesses níveis uma influência que, de outra forma, não poderia descer até eles.

Pois as vibrações de certos tipos de força divina são em si mesmas finas demais para serem apreciadas pela essência mais grosseira desses planos inferiores; mas se elas descem até eles através do canal de alguém cujos veículos nesses níveis são perfeitamente puros, então elas podem ser apreciadas até mesmo aqui embaixo, e assim seu trabalho pode ser realizado.

Quando esse corpo causal é recém-formado, ele é transparente e, no entanto, iridescente, como uma bolha de sabão gigante, quando visto pela visão clarividente superior — isto é, quando examinado em seu próprio nível por alguém que desenvolveu plenamente as faculdades de seu próprio corpo causal, pois é somente a tal visão que ele seria visível de todo.

Mas, nesse estágio, ele também se assemelha à bolha de sabão por ser quase vazio em aparência, pois a força divina que está realmente contida dentro dele ainda não teve tempo de desenvolver suas qualidades latentes, aprendendo a vibrar em resposta aos impactos externos e, consequentemente, há pouca cor a mostrar.

O pouco que há vem porque certas qualidades já foram evoluídas dentro da alma-grupo, da qual aquele corpo causal anteriormente fazia parte, e ele está em processo de comunicá-las à força interior, de modo que já existe uma certa vibração nas taxas correspondentes a essas qualidades; e, consequentemente, indícios tênues dessas taxas de vibração são mesmo agora observáveis dentro da forma como vislumbres nascentes de cor.


A Lâmina V nos dará uma ideia de sua aparência neste estágio (ou logo após), e pode ser tomada como representando o corpo causal do homem primitivo.

O sombreamento cinza no lado esquerdo desta ilustração não deve ser tomado como significando qualquer qualidade no corpo; na verdade, ele não está realmente presente nele de forma alguma, mas é introduzido pelo artista simplesmente para dar o efeito de rotundidade à bolha.

Mas, embora o homem agora possua um corpo causal, ele está muito longe de ser suficientemente consciente para receber ou responder a impressões nesse nível; e, uma vez que o método designado para a evolução de suas qualidades latentes é, como foi dito, por meio de impactos externos, é obviamente necessário que ele desça o suficiente para encontrar tais impactos que possam afetá-lo.

Portanto, o método de progresso destinado a ele é o da reencarnação — isto é, projetar parte de si mesmo para esses planos inferiores, em prol da experiência a ser adquirida ali e das qualidades que essa experiência desenvolve, e então retirar-se novamente para dentro de si mesmo, trazendo consigo os resultados de seu esforço.


De fato, essa projeção de uma parte de si mesmo na encarnação pode ser apropriadamente comparada a um investimento; ele espera, se tudo correr bem, recuperar não apenas todo o seu capital, mas também uma considerável quantia de juros, e geralmente obtém isso.

Mas, como em outros investimentos, há ocasionalmente uma oportunidade de perda, bem como de ganho; pois é possível que alguma porção daquilo que ele investe possa se tornar tão entrelaçada com a matéria inferior através da qual precisa atuar, que seja impossível recuperá-la por completo. A consideração de como isso pode acontecer dificilmente pertence ao nosso presente assunto, mas será encontrada plenamente explicada em *O Plano Astral*, p. Não é meu propósito aqui apresentar os numerosos argumentos a favor da doutrina da reencarnação.

Aqueles serão encontrados detalhadamente no segundo dos Manuais Teosóficos.

Neste livro, estou simplesmente procurando lidar com os fatos como são vistos, pois deve-se lembrar que esse processo de reencarnação pode ser acompanhado em todos os seus estágios por clarividência suficientemente desenvolvida, e que, portanto, para muitos estudantes teosóficos, não é uma hipótese, mas uma questão de conhecimento direto.

A alma se projeta sob o impulso do que no Oriente é chamado de *Trishna*, a sede de existência manifestada, o desejo de sentir-se vivo.

Ele mergulha no mar da matéria, fortalece o eu pelo egoísmo e se mostra à visão astral sob a forma

M)      HOMEM         VISÍVEL         E         INVISÍVEL

bem pouco atraente retratada na Estampa VII.

Muito gradualmente, ele aprende que há uma evolução superior e que a forte casca de egoísmo (que foi necessária para a formação de um centro poderoso) torna-se um obstáculo ao crescimento desse centro, uma vez que já foi formado, e assim deve ser rompida e lançada de lado, assim como o andaime deve ser removido quando o edifício está concluído, embora fosse necessário durante sua construção.

Lentamente, através de muitas encarnações, sua apresentação astral se desenvolve daquela da Estampa VII para a da Estampa X, e mais tarde ainda para a da Estampa XXIII.

Procuraremos seguir essa evolução e ilustrá-la em seus diferentes estágios.

CAPÍTULO      XI

COMO        O        HOMEM        EVOLUI Ele se projeta primeiro na matéria mais próxima dele, aquela dos níveis inferiores do plano mental.

Imediatamente, e em certo sentido automaticamente, um invólucro dessa matéria é tecido ao seu redor, um invólucro que é uma expressão exata de tais qualidades que já existem nele, pelo menos na medida em que possam ser expressas nesse nível.

Pois nunca se deve esquecer que cada etapa na descida significa submissão à limitação e que, consequentemente, nenhuma expressão da alma em qualquer nível inferior pode ser uma expressão perfeita.

É meramente uma indicação de suas qualidades, assim como um quadro pintado por um artista é uma representação em duas dimensões de uma cena existente (ou imaginada como existente) em três dimensões.

O quadro representa a cena tão aproximadamente quanto pode ser representada numa superfície plana por meio da perspectiva, mas, na realidade, quase toda linha e ângulo nele devem, necessariamente, ser diferentes da linha ou do ângulo que se propõem a imaginar.

Exatamente da mesma maneira, a verdadeira qualidade, tal como existe na alma, não pode ser expressa em matéria de qualquer nível inferior; as vibrações da matéria inferior são demasiadamente opacas e lentas para representá-la; a corda não está suficientemente esticada para poder responder à nota que ressoa do alto.


Pode, contudo, ser afinada para corresponder a ela numa oitava inferior, como a voz de um homem cantando em uníssono com a de um menino, expressando o mesmo som tão aproximadamente quanto as capacidades do organismo inferior o permitem.

Assim, a cor que expressa certa qualidade no corpo causal também a expressará no corpo mental e até no corpo astral, mas a cor será menos delicada, menos luminosa e etérea à medida que descemos.

A diferença entre essas oitavas de cor é muito maior do que pode ser de qualquer modo representada em papel ou tela; podemos nos esforçar para imaginá-la apenas por etapas ou qualidades, pois mesmo a próxima oitava acima da física está inteiramente além da concepção de nossa mente enquanto esta trabalha sob a limitação do cérebro físico.

As cores astrais mais baixas podem ser pensadas como escuras e grosseiras, e certamente o são em comparação com os matizes mais elevados e puros, mas ao menos são luminosas em sua grosseria; não são tanto cor escura no sentido comum da palavra, mas sim fogo de brilho tênue.

Em cada etapa, à medida que ascendemos, descobriremos que, enquanto a matéria superior exibe um esplêndido poder de expressão das qualidades mais nobres, ela gradualmente perde o poder de expressar algumas que são inferiores.

O matiz peculiarmente desagradável que representa a sensualidade grosseira no corpo astral é totalmente incapaz de se reproduzir na matéria mental.


Poder-se-ia objetar que certamente não deveria ser assim, pois um homem pode, sem dúvida, ter um pensamento sensual; mas essa ideia não parece representar com precisão os fatos.

Um homem pode formar uma imagem mental que evoca nele um sentimento sensual, mas o pensamento e a imagem se expressarão na matéria astral, e não na mental.

Isso deixará uma impressão muito definida de seu matiz peculiar sobre o corpo astral, mas no corpo mental intensificará as cores que representam seus concomitantes males mentais de egoísmo, vaidade e engano.

Estes, por sua vez, não encontrarão expressão alguma no esplendor resplandecente do corpo causal, mas toda intensificação deles no veículo inferior, toda indulgência neles aqui embaixo, tende a obscurecer um tanto a luminosidade das cores que representam o desenvolvimento das virtudes opostas naquela existência superior que está tão mais próxima da realidade.

O processo pelo qual as cores são produzidas opera sempre de baixo para cima.

O homem sente algum impacto vindo de fora e, em resposta a ele, uma onda de emoção de algum tipo é despertada dentro dele.

Isso significa que, por enquanto, enquanto a emoção perdura, o tipo particular de vibração (que a representa) é predominante no corpo astral, como será mostrado em nossas ilustrações.

Após algum tempo, a emoção diminui, e a cor correspondente a ela esvanece— mas não inteiramente.


Uma certa proporção da matéria do corpo astral está normalmente oscilando na taxa especial apropriada a essa emoção, e cada grande irrupção dela acrescenta algo a essa proporção.

Por exemplo, a maioria dos homens comuns tem dentro de si uma certa quantidade de irritabilidade, que se expressa no corpo astral como uma nuvem escarlate.

Quando o homem manifesta essa irritabilidade por alguma irrupção especial de mau humor, todo o veículo astral fica temporariamente saturado de escarlate.

O acesso de paixão cede, e o rubor escarlate esvanece, mas deixou seus vestígios para trás, pois há um ligeiro acréscimo permanente ao tamanho da nuvem escarlate de irascibilidade, e toda a matéria do corpo astral fica um pouco mais pronta do que antes para responder à vibração da ira quando qualquer oportunidade se apresenta.

Naturalmente, exatamente o mesmo curso é seguido no caso de qualquer outra emoção, seja ela boa ou má; e assim vemos a clara manifestação na matéria da lei moral, de que toda vez que cedemos a uma paixão de qualquer espécie, tornamo-la um pouco mais difícil para nós mesmos resistir ao seu próximo ataque; enquanto todo esforço bem-sucedido em sua repressão torna a próxima vitória um pouco mais fácil.

A cor comparativamente permanente no corpo astral significa uma vibração persistente, que no decorrer do tempo produz seu devido efeito também sobre o corpo mental, criando uma vibração de caráter semelhante naquele nível muito mais elevado — desde que, isto é, a vibração seja de tal

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caráter que possa ser reproduzida naquela matéria mais sutil.

É pelo mesmo método de excitar a vibração simpática que as qualidades superiores desenvolvidas pela vida nos planos inferiores são gradualmente construídas no próprio corpo causal, embora naquele nível, felizmente para nós, apenas o efeito das emoções mais elevadas possa ser registrado.

Assim, no curso de suas muitas vidas, o homem desenvolve dentro de si muitas qualidades, algumas boas, algumas más; mas enquanto todo bom desenvolvimento é firmemente armazenado e acumulado dentro do corpo causal, aquilo que é mau só pode se expressar através dos veículos inferiores, e assim é comparativamente impermanente.

Sob a poderosa lei da justiça divina, todo homem recebe absolutamente os exatos resultados de sua própria ação, seja ela má ou boa; mas o mal necessariamente produz seus efeitos nos planos inferiores, porque é somente na matéria desses planos que suas vibrações podem ser expressas, e ele não possui harmônicos capazes de despertar uma resposta no corpo causal.

Sua força, portanto, é toda gasta em seu próprio nível, e reage em sua totalidade sobre seu criador em sua vida astral e física, seja nesta ou em futuras encarnações.

A boa ação ou pensamento produz seus resultados também nesses planos inferiores, mas, além disso, tem o efeito imensamente mais elevado e permanente sobre o corpo causal, que é um fator tão proeminente na evolução do homem.

Assim, embora todos igualmente produzam seus resultados aqui

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embaixo, e os manifestem nos vários veículos temporários, são apenas as boas qualidades que são retidas como ganho definitivo para o homem real.

O mal o encontra repetidamente em suas sucessivas descidas à encarnação, até que o tenha vencido e, por fim, erradicado de seus veículos toda tendência a responder a ele — até que, de fato, não esteja mais sujeito a ser arrastado por qualquer paixão ou desejo, mas tenha aprendido a governar a si mesmo desde dentro.

CAPÍTULO XII

O QUE SEUS CORPOS NOS MOSTRAM

Esse processo de aprendizado é gradual, e as manifestações iniciais do homem não desenvolvido nos planos inferiores não são de modo algum belas de se ver.

Não escolhemos absolutamente o homem primitivo para ilustração, porque em seu caso há ainda muito pouco a ilustrar; mas o selvagem cujo corpo causal está representado na Placa V provavelmente possuiria um corpo mental muito semelhante ao mostrado na Placa VI, e um corpo astral do tipo dado na Placa VII.

Deve-se entender que todos esses corpos ocupam o mesmo espaço e se interpenetram; assim, ao olhar clarividentemente para o selvagem, observaríamos seu corpo físico envolvido por uma névoa oval luminosa, mas essa névoa nos apresentaria a aparência da Placa V, Placa VI ou Placa VII, conforme o tipo de clarividência que empregássemos.

Usando nossos próprios sentidos astrais, veríamos apenas seu corpo astral e aprenderíamos com isso quais paixões, emoções ou sensações ele estava experimentando no momento, e a quais delas ele costumava se entregar com frequência.


Este é o campo da manifestação do desejo — o espelho no qual todo sentimento é instantaneamente refletido, no qual todo pensamento, mesmo que tenha algo que toque o eu pessoal, deve se expressar.

De sua matéria é dada uma forma corporal aos elementos sombrios que os homens criam e põem em movimento por desejos malignos e sentimentos maliciosos; dela também são corporificados os elementais benéficos chamados à vida por bons desejos, gratidão e amor.

Como seria naturalmente de se esperar, há pouca permanência em suas manifestações; suas cores, seu brilho, a taxa de suas pulsações, tudo muda a cada momento.

Uma explosão de raiva carregará todo o corpo astral com flashes vermelho-escuros sobre um fundo preto; um susto repentino velará instantaneamente tudo em uma névoa de cinza lívido e pálido.

No entanto, haverá momentos em que mesmo este veículo astral flutuante estará comparativamente em repouso, e então ele mostrará um grupo definido de cores que mantêm mais ou menos a mesma disposição.

Tal momento é o escolhido para a nossa ilustração na Figura VII, e a partir dela, como veremos em breve, muitas informações sobre o homem podem ser obtidas.

Usando nossa visão mental, seria o corpo mental do nosso amigo selvagem que perceberíamos, e ele provavelmente se assemelharia ao ilustrado na Figura VI. Na medida em que suas cores são as mesmas, este corpo concordaria razoavelmente com o astral em estado de repouso, mas também seria muito mais do que isso, pois nele apareceria tudo o que pudesse estar desenvolvido no homem de espiritualidade e intelectualidade — ainda não muito, talvez, no caso do nosso selvagem, mas de considerável importância mais tarde, como veremos a seu tempo.


Deste corpo mental somos, portanto, capazes de deduzir que tipo de homem ele é, e que tipo de uso ele fez de sua vida até agora nesta encarnação.

Mas se tivermos a sorte de poder aplicar ao problema o perfeito poder de visão exercido através do nosso corpo causal, então o que vemos é o corpo causal do selvagem, e a partir disso sabemos o quanto sua vida real como alma avançou, e que progresso o ego fez em seu desdobramento rumo à divindade.

Ver-se-á que, diante do clarividente treinado que é capaz de empregar todos esses diversos graus de visão em sequência, a vida inteira do homem em todos os seus estágios se abre como um livro; pois nesses planos superiores nenhum homem pode se ocultar ou se disfarçar; o que ele verdadeiramente é, isso é visto por qualquer observador imparcial.

Imparcial, eu digo; porque nunca devemos esquecer que cada um vê o outro através do meio de seus próprios veículos, e assim está de certo modo na posição de alguém que olha para uma paisagem através de vidro colorido.

Até que ele aprenda a fazer concessões por essa influência, tenderá a considerar como mais proeminente no homem a quem está olhando exatamente aquelas características às quais se encontra mais disposto a responder; mas com um pouco de prática cuidadosa, ele logo se liberta da distorção produzida por essa equação pessoal, e é capaz de ler com clareza e precisão.


CAPÍTULO XIII

CORES E SEUS SIGNIFICADOS ANTES de podermos estudar inteligentemente os detalhes desses vários corpos, devemos nos familiarizar com o significado geral dos vários matizes de cor neles, como mostrado em nosso frontispício.

Perceber-se-á que quase infinita variedade é possível em sua combinação.

Estou me esforçando para dar, o mais aproximadamente possível, o matiz exato que expressa a emoção pura cujo nome lhe é atribuído; mas as emoções humanas dificilmente são puras, e assim temos constantemente de classificar ou analisar matizes indeterminados em cuja formação muitos fatores desempenharam seu papel.

A raiva, por exemplo, é representada pelo escarlate, e o amor pelo carmesim e rosa; mas tanto a raiva quanto o amor são frequentemente tingidos profundamente de egoísmo, e na medida em que isso ocorre, a pureza de suas respectivas cores será obscurecida pelo marrom-acinzentado duro, tão característico desse vício.

Ou ainda, qualquer um deles pode estar mesclado com orgulho, e isso se mostraria imediatamente por um matiz de laranja profundo.

Muitos exemplos de tais misturas, e dos matizes de cor resultantes, serão vistos à medida que continuarmos nossa investigação; mas nosso primeiro esforço deve ser aprender a ler o significado dos matizes mais simples.


Daremos aqui uma lista de alguns dos mais comuns.

Preto — Espessas nuvens negras no corpo astral marcam a presença de ódio e malícia.

Quando uma pessoa infelizmente cede a um acesso de raiva apaixonada, as terríveis formas-pensamento de ódio podem geralmente ser vistas flutuando em sua aura como espirais de fumaça pesada e venenosa.

Vermelho — Clarões vermelho-escuros, geralmente sobre um fundo preto, mostram raiva; e isso será mais ou menos tingido de marrom conforme haja mais ou menos egoísmo direto no tipo de raiva.

O que às vezes é chamado de "nobre indignação" em favor de alguém oprimido ou ferido pode se expressar em clarões de escarlate brilhante sobre o fundo comum da aura.

Vermelho lúrido, sanguíneo — uma cor que é bastante inconfundível, embora não fácil de descrever — indica sensualidade.

Marrom — Marrom-avermelhado opaco, quase cor de ferrugem, significa avareza; e geralmente se organiza em barras paralelas através do corpo astral, dando uma aparência muito curiosa.

Marrom-acinzentado opaco e duro significa egoísmo, e é infelizmente uma das cores mais comuns no corpo astral.


Esverdeado-acastanhado, iluminado por lampejos vermelho-escuros ou escarlates, denota ciúme, e no caso do homem comum há quase sempre uma boa quantidade dessa cor presente quando ele está no que se chama "apaixonado". Cinza — Cinza-chumbo pesado expressa profunda depressão, e onde esta é habitual, sua aparência é às vezes indescritivelmente sombria e entristecedora.

Esta cor também tem a curiosa característica de se dispor em linhas paralelas, como a da avareza, e ambas dão a impressão de que sua infeliz vítima está aprisionada dentro de uma espécie de gaiola astral.

Cinza-lívido, um matiz mais hediondo e medonho, significa medo.

Carmesim — Esta cor é a manifestação do amor e é frequentemente o traço mais belo nos veículos do homem comum.

Naturalmente, varia muito conforme a natureza do amor.

Pode ser opaco, pesado e profundamente tingido com o marrom do egoísmo, se o chamado amor se ocupa principalmente em considerar quanto afeto está recebendo de outra pessoa, quanto retorno está obtendo por seu investimento.

Mas se o amor for daquele tipo que nunca pensa em si mesmo, nem no que recebe, mas apenas em quanto pode dar e quão inteiramente pode se derramar como um sacrifício voluntário em prol do ser amado, então ele se expressará no mais adorável tom de rosa; e quando esse tom de rosa for excepcionalmente brilhante e tingido de lilás, proclama o

HOMEM VISÍVEL E INVISÍVEL

amor mais espiritual pela humanidade.

As possibilidades intermediárias são inúmeras; e a afeição pode, naturalmente, ser tingida de várias outras maneiras, como pelo orgulho ou pelo ciúme.

Laranja — Esta cor é sempre significativa de orgulho ou ambição, e tem quase tantas variações quanto a mencionada anteriormente, conforme a natureza do orgulho ou da ambição.

Não raramente é encontrada em união com a irritabilidade.

Amarelo — Esta é uma cor muito boa, implicando sempre a posse de intelectualidade.

Seus matizes variam muito, e pode ser muito complicada pela mistura de vários outros tons.

De modo geral, tem um tom mais profundo e opaco se o intelecto é dirigido principalmente para canais inferiores, mais especialmente se os objetivos são egoístas; mas torna-se brilhantemente dourado e eleva-se gradualmente a um belo e límpido amarelo-limão ou amarelo-prímula, à medida que se volta para objetivos mais elevados e mais altruístas.

Verde — Nenhuma cor tem significação mais variada do que esta, e requer algum estudo para interpretá-la corretamente.

A maioria de suas manifestações indica uma espécie de adaptabilidade, a princípio má e enganosa, mas eventualmente boa e simpática.

Verde-acinzentado, um tom peculiar que dificilmente pode ser descrito de outra forma senão pelo epíteto “viscoso”, significa engano e astúcia, e será encontrado de forma bem proeminente no corpo astral da maioria dos selvagens.

Infelizmente, não é de modo algum raro entre homens mais civilizados, que há muito deveriam ter ultrapassado o estágio de evolução que ele indica.


À medida que o homem avança, esse tom melhora para um verde-esmeralda brilhante, que ainda significa versatilidade, engenhosidade e rapidez de recursos, mas não implica mais qualquer intenção maligna associada a essas qualidades.

Indica o poder de “ser tudo para todos os homens”, não agora com o propósito de enganá-los ou desencaminhá-los, mas a princípio para agradá-los, obter seu louvor ou seu favor, e mais tarde, à medida que o entendimento se desenvolve, com o propósito de ajudá-los e fortalecê-los.

Eventualmente torna-se um belo azul-esverdeado pálido e luminoso, como às vezes se vê num céu de pôr do sol excepcionalmente delicado, e então mostra algumas das mais grandiosas qualidades da natureza humana, a mais profunda simpatia e compaixão, com o poder de perfeita adaptabilidade que só elas podem conferir.

Em seus desenvolvimentos iniciais, um verde-maçã brilhante parece sempre acompanhar forte vitalidade.

Azul — Azul escuro e claro geralmente denota sentimento religioso, mas isso também varia imensamente conforme o tipo do sentimento, sua pureza ou intolerância, seu egoísmo ou nobreza.

É passível de ser tingido por quase todas as qualidades mencionadas anteriormente, de modo que podemos ter qualquer tom, desde o índigo de um lado e o violeta profundo e rico do outro, até um azul-acinzentado turvo que está no nível da adoração de fetiches do africano.

O matiz de amor ou medo, de engano ou de orgulho, pode misturar-se com a cor da religião, e assim há uma ampla gama de variação observável.


Azul-claro, como ultramarino ou cobalto, marca devoção a um nobre ideal espiritual, e gradualmente ascende a um azul-lilás luminoso, que tipifica a espiritualidade superior, e é geralmente acompanhado por estrelas douradas cintilantes, representando elevadas aspirações espirituais.

É fácil compreender quão quase infinitas podem ser as combinações e modificações de todos esses matizes, de modo que a mais delicada gradação de caráter ou a mais evanescente das emoções mescladas se expressa com a maior precisão.

O brilho geral do corpo astral, a definição ou indefinição comparativa de seu contorno, e o brilho relativo dos diferentes centros de força, são todos pontos que devem ser levados em consideração ao se ler o significado completo do que é visto.

Outro fato digno de menção é que faculdades psíquicas desenvolvidas ou em desenvolvimento se manifestam por meio das cores que se situam além do espectro visível, de modo que é impossível representá-las com matizes físicos.

Os tons ultravioleta denotam os desenvolvimentos mais elevados e puros, enquanto combinações horripilantes do infravermelho revelam a perversidade daquele que se envolve em formas malignas e egoístas de magia.

O avanço oculto se anuncia não apenas por essas cores, mas também pela maior luminosidade dos diversos corpos, e por seu tamanho aumentado e contorno mais definido.

CAPÍTULO XIV

A CONTRAPARTE

HÁ mais um ponto a ser mencionado em conexão com nossas ilustrações em geral, antes de as tomarmos uma a uma para consideração separada.

Notar-se-á que o contorno do corpo físico está fracamente marcado dentro de cada um dos ovóides, a fim de manter claramente diante do leitor a comparação de tamanho entre ele e essas nuvens de névoa; mas deve-se lembrar que isso é meramente uma indicação e não uma representação, e ninguém deve cometer o erro de supor que as contrapartes astral e mental da forma física são, na realidade, tão indefinidas e irreconhecíveis quanto isso.

Em um desenho feito neste plano, é impossível dar simultaneamente todos os aspectos de uma figura que pertence a um reino diferente da natureza, e por essa razão certas características desses veículos superiores foram, em nossas ilustrações, intencionalmente ignoradas ou subordinadas ao propósito especial deste livro, que é explicar como a evolução do homem se manifesta na coloração de seus diversos corpos.


Nenhuma tentativa, por exemplo, foi feita para mostrar a aparência dos sete chakras ou centros de força, embora estes existam em todos os veículos, e em alguns casos sejam extremamente vívidos e proeminentes.

O artista não se propôs de modo algum a reproduzir os maravilhosos matizes opalescentes da película superficial de cada ovoide; não representou nem a densa nuvem de formas-pensamento que se fecha em torno de cada homem como uma muralha, nem a disposição interna que tão exatamente imita a forma física; e é esta última que necessita de algumas palavras de elucidação.

Se olharmos com visão astral para o nosso próximo durante suas horas de vigília, veremo-lo com aparência muito semelhante à habitual, exceto que estará envolvido por uma leve névoa luminosa, na qual, com observação um pouco mais atenta, poderemos detectar o jogo de muitas cores.

Como se explica, poder-se-á perguntar, que o seu rosto e os seus membros nos sejam perceptíveis, uma vez que sabemos que a matéria astral do veículo que estamos empregando não pode responder a vibrações puramente físicas? A resposta é que o que nos é visível não é o seu corpo físico, mas a sua contraparte em matéria astral; e verificamos que, mesmo quando o homem abandona a sua forma terrena densa, seja temporariamente no sono ou permanentemente na morte, essa contraparte ainda preserva a mesma aparência.

Consideremos como isso acontece.

Observamos na Lâmina II que a matéria astral tem suas sete condições ou graus de densidade, correspondentes aos do plano físico.

Há mais do que uma mera correspondência; há uma intensa atração.


Cada partícula de matéria física sólida é interpenetrada por certas partículas de matéria astral do subplano mais baixo, e tem-nas como contraparte, as quais, por conveniência, podemos chamar de matéria "astral sólida" — embora isso seja, na verdade, uma contradição em termos, pois solidez no sentido ordinário da palavra certamente não é uma qualidade que pudesse ser atribuída a qualquer tipo de substância astral.

Da mesma forma, cada partícula física líquida tem como contraparte partículas "astrais líquidas", e assim por diante; e as contrapartes não são facilmente separáveis.

Quando um homem desce à encarnação, reúne ao seu redor matéria dos vários planos pelos quais passa.

À medida que reúne o seu material mental e astral, este adota aquela forma ovoide que é a expressão, nesses planos inferiores, da verdadeira forma do corpo causal.

Em seguida, vê-se envolvendo um pequeno corpo físico, e imediatamente a atração deste começa a afetar a matéria astral e mental anteriormente informe.

As vibrações veementes dessas partículas mais sutis não se submetem facilmente a tal controle, mas à medida que a forma infantil cresce, sua influência aumenta de modo constante, até que o adulto tenha geralmente mais de noventa por cento da matéria de seus corpos astral e mental dentro da periferia de seu tabernáculo carnal.

Não quero dizer que as mesmas partículas permanecem sempre ali, pois cada uma delas está em rápido movimento e passa constantemente para dentro e para fora; mas, no conjunto, essa proporção é

O HOMEM VISÍVEL E O INVISÍVEL

mantida.

Portanto, quando examinamos um amigo com a visão astral, o que realmente vemos é uma forma humana de névoa muito densa e de aparência sólida, cercada por uma nuvem em forma de ovo de névoa diáfana; e como cada traço do semblante familiar é fielmente reproduzido, o homem é imediatamente reconhecível.

Nem é só isso.

O fenômeno do hábito entra em ação, e as partículas astrais e mentais, tendo-se habituado àquela forma, a retêm mesmo quando o corpo denso que a causou é destruído, de modo que não há mais dificuldade em reconhecer um homem após a morte do que antes dela. Mudanças temporárias podem ocorrer, pois a matéria mais sutil pode ser moldada por um pensamento passageiro; mas tão logo a pressão desse pensamento constrangedor é retirada, ela volta a deslizar para sua forma habitual.

Há uma influência de pensamento muito mais sutil, porém mais contínua, que às vezes produz, de modo muito gradual, uma considerável mudança.

Nenhum homem habitualmente se imagina decrépito, enfermo, curvado ou enrugado; e assim, embora imediatamente após a morte seu corpo astral possa reproduzir com exatidão todas essas características, a influência inconsciente de seu próprio pensamento sobre si mesmo lentamente lhe restitui algo da aparência do auge da vida.

É por isso que um homem que se mostra após a morte como aparição às vezes impressiona seus amigos como parecendo mais jovem, e não mais velho, do que quando morreu.

O HOMEM VISÍVEL E O INVISÍVEL

Um fator que contribui para ajudar a preservar a forma astral inalterada após a morte é o pensamento dos outros.

Quando os amigos de um homem, vivos ou mortos, voltam seus pensamentos para ele, naturalmente pensam nele tal como o conhecem; mas cada um desses pensamentos é uma força modeladora momentânea, e, no agregado, o efeito é considerável.

Com tudo isso, o leitor perceberá que, ao aprender a ver um corpo astral, encontrará muitos outros pontos a observar nele além dos mostrados em nossas ilustrações; e, em particular, notará que a contraparte da forma física não é um mero contorno tênue, mas provavelmente a característica mais proeminente de todas.

É quase certo que assim o seja para o clarividente não treinado, pois somente nos casos mais raros ele tem a visão astral perfeitamente desenvolvida.

Naturalmente, aquela parte da faculdade que geralmente se abre primeiro é a mais baixa, a mais próxima do físico, e um homem pode, muitas vezes por muitos anos, ser capaz de ver apenas os tipos mais densos de matéria astral.

Mas esses, por corresponderem aos materiais do corpo físico, são precisamente as variedades que estão mais concentradas dentro da contraparte.

Obviamente, portanto, o ovoide circundante de névoa parecerá a tal homem muito mais tênue em proporção e muito menos conspícuo do que realmente é — de fato, é bem provável que ele o ignore por completo.

Se sua visão astral estiver um pouco acima do nível comum, ele poderá, como eu disse há pouco

HOMEM VISÍVEL E INVISÍVEL

agora, ver algo das cores olhando mais atentamente — fazendo um esforço correspondente a forçar a vista no plano físico.

O efeito de tal esforço é elevar momentaneamente as vibrações de seu corpo astral, ou, mais corretamente, estender sua faculdade a vibrações um pouco mais altas, e assim trazer para seu âmbito mais do veículo que ele está observando.

Um homem devidamente treinado em clarividência é, naturalmente, ensinado a usar o poder da visão em todos os subplanos, separada ou simultaneamente, como desejar.

As pessoas frequentemente perguntam se um corpo astral aparece vestido e, se sim, onde obtém suas vestes.

Uma vez que essa matéria mais sutil pode ser moldada pelo pensamento, o homem é como ele pensa de si mesmo, e é fácil para cada pessoa vestir-se como quiser.

Se sua atenção está inteiramente ocupada com algum outro assunto, sua mente geralmente reproduz automaticamente algum traje comum com o qual está familiarizada, de modo que ele provavelmente aparecerá com a roupa que usa com mais frequência.

Conheço um amigo que, por muito tempo, sem nunca ter considerado o assunto, costumava sempre se mostrar no plano astral em traje de gala — porque, suponho, tarde da noite ele naturalmente pensava em si mesmo com essa vestimenta.

Outro usava sempre o gracioso manto amarelo do monge budista; mas penso que isso foi intencional no início, embora sem dúvida depois se tornasse um hábito.


O correspondente existe na matéria mental tanto quanto na astral, assim, através da vida no céu, o homem retém em considerável extensão a aparência, bem como a memória, de sua última personalidade.

Mesmo no corpo causal há também uma forma humana—não a de qualquer encarnação específica, mas uma mescla glorificada do que há de mais nobre em todas elas—o Augoeides ou homem celestial, através do qual se manifesta o verdadeiro ego; mas as condições nesse nível são tão diferentes que é inútil tentar descrever isso.

CAPÍTULO XV

O SELVAGEM QUANDO aplicamos a informação contida no Capítulo XIII à consideração do corpo mental de nosso selvagem, como mostrado na Lâmina VI, certos fatos sobre o homem tornam-se imediatamente óbvios.

Embora no conjunto seja um corpo mental muito pobre e subdesenvolvido, ainda assim algum progresso já foi feito.

O amarelo opaco no topo indica uma certa quantidade de intelecto, mas também mostra, pela turvação da cor, que é aplicado exclusivamente a fins egoístas.

A devoção denotada pelo azul-acinzentado deve ser um culto a fetiches, em grande parte tingido de medo, e motivado por considerações de interesse próprio; enquanto o carmesim turvo à nossa esquerda aponta para um começo de afeto que, por enquanto, deve ser também principalmente egoísta.

A faixa de laranja opaco implica orgulho, mas de ordem bastante baixa; enquanto o grande traço de escarlate expressa uma forte tendência à ira, que evidentemente se inflamaria com provocação muito leve.

A larga faixa de verde sujo, que ocupa tão grande porção do corpo, revela engano, traição e avareza—esta última qualidade manifestando-se no tom acastanhado que é observável.

Na parte inferior notamos uma espécie de depósito de cor de lama, sugerindo egoísmo geral e a ausência de qualquer qualidade desejável.

É justamente essa ausência de qualquer qualidade superior bem definida que nos torna certos de que, ao nos voltarmos para o correspondente corpo astral (Lâmina VII), o encontraremos quase inteiramente descontrolado.

Assim, vemos quão enorme proporção desse veículo de desejo é ocupada exclusivamente pela sensualidade, proclamada pelo muito desagradável marrom-avermelhado que é quase cor de sangue.

Não é fácil reproduzir o matiz lúgubre peculiar conferido por essa qualidade, que é tão dolorosamente comum, exceto entre as almas mais avançadas.

Engano, egoísmo e ganância são aqui conspícuos, como seria de esperar, e a fúria intensa também está implícita nos borrões e manchas de escarlate opaco.

A afeição dificilmente se manifesta, e o pouco de intelecto e sentimento religioso que aparece é do mais baixo tipo possível.

Outro ponto que deve ser notado é a irregularidade do contorno desse corpo astral, o efeito geralmente difuso e a maneira como as cores estão dispostas.

Ao passarmos para os veículos dos seres humanos mais evoluídos, encontraremos uma melhora considerável nesse aspecto.

As cores sempre se interpenetram e se fundem umas nas outras até certo ponto, mas, no homem comum, elas tendem a se dispor em faixas mais ou menos regulares, enquanto o contorno do corpo se torna razoavelmente definido e regular.


Com o nosso selvagem, contudo, tudo é desregrado e confuso; ele é obviamente uma criatura de impulsos violentos e frequentemente viciosos, aos quais cede instantaneamente, sem o menor esforço para controlá-los.

Uma pessoa muito desagradável, em suma; no entanto, cada um de nós já passou por esse estágio, e foi pela experiência nele adquirida que pudemos elevar-nos a algo mais puro e nobre.

Apenas algumas das raças negras inferiores e os remanescentes da terceira raça-raiz representam hoje um estágio de evolução tão precoce quanto esse.

Muitos daqueles a quem chamamos selvagens (como, por exemplo, alguns entre os zulus, os maoris ou os insulares do Pacífico Sul) já estão consideravelmente desenvolvidos e se comparariam favoravelmente com os espécimes inferiores da nossa própria civilização.

Os corpos astrais desses selvagens comparativamente superiores são geralmente intermediários entre a Estampa X e a Estampa VII, embora naturalmente haja uma ampla gama de variação individual.

Será muito necessário que tenhamos constantemente em mente, em nosso esforço para compreender a aparência dos vários veículos, que as partículas de que são compostos

estão sempre em rápido movimento.

Em certos casos, que serão especialmente mencionados em seu devido lugar, há faixas definidas e linhas claramente demarcadas nesses corpos; mas, na vasta maioria, as nuvens de cor não apenas se fundem umas nas outras, mas estão o tempo todo rolando umas sobre as outro, aparecendo e desaparecendo enquanto se agitam.


De fato, a superfície dessa névoa luminosa e vivamente colorida assemelha-se um pouco à superfície de água fervendo violentamente, na maneira como as partículas são vistas a girar, a subir à superfície e a afundar novamente, e constantemente a trocar de lugar umas com as outras.

De modo que as várias cores de forma alguma retêm sempre as respectivas posições em que são representadas em nossas ilustrações.

Contudo, é verdade que elas gravitam em direção à disposição aqui retratada — que, embora o amarelo, o rosa e o azul nem sempre sejam encontrados agrupados exatamente como representados, ainda assim em todos os seus redemoinhos e agitações permanecem próximos à parte superior do ovoide; são sempre encontrados perto da cabeça do corpo físico, quando existem, enquanto as cores que marcam o egoísmo, a avareza, o engano ou o ódio tendem sempre para a parte inferior, e a grande massa do sentimento sensual flutua geralmente entre as duas.

Cada uma dessas taxas de vibração (que se nos mostram como cores) possui seu próprio tipo especial de matéria astral ou mental na qual pode operar mais livremente, e a posição média dessas cores na nuvem de névoa em constante mutação depende, na realidade, do peso específico respectivo de sua matéria especial.

Toda, ou quase toda, a matéria de um corpo astral pode ser temporariamente forçada, por uma súbita explosão de paixão, a vibrar a uma certa taxa; mas toda ela, exceto aquela para a qual a vibração é natural, voltará à sua taxa ordinária quando a força for removida.


Naturalmente, cada homem tem suas idiossincrasias individuais, e não há dois exatamente iguais; mas cada ilustração apresentada representa uma seção de um espécime médio de sua classe, e seus vários matizes são mostrados na parte do ovoide onde geralmente se encontram.

CAPÍTULO XVI

A PESSOA COMUM

Voltemo-nos agora da consideração do selvagem para examinar o homem comum, médio, "na rua", de nossa própria raça e época, a fim de que possamos ver que avanço foi feito e de que maneira ele se manifesta nos vários veículos.

Para nosso exemplo, não tomaremos o estudante, nem a pessoa altamente culta e refinada; mas simplesmente o homem comum da classe média baixa — o pequeno merceeiro, ou balconista, o porteiro, o carteiro — não o tipo mais rude de homem, mas simplesmente a média comum — o “tipo comum com um bastão e um cachimbo”, tão bem descrito em *Patience*.

Olhando com a visão apropriada para o corpo causal de tal homem, encontraremos que ele está aproximadamente no grau de desenvolvimento indicado na Lâmina VIII.

Ver-se-á que houve um aumento distinto no conteúdo do grande filme ovoide: uma certa quantidade de cor extremamente delicada e etérea agora existe dentro dele, embora ainda esteja menos da metade preenchido.

O significado geral das cores é o mesmo que nos níveis inferiores, embora aqui elas denotem qualidades definitiva e permanentemente adquiridas pela alma, e sejam muitas oitavas mais altas do que as cores que representam as mesmas qualidades nos planos inferiores.

Ver-se-á que algo do intelecto superior, algo do poder da devoção verdadeira e do amor verdadeiramente altruísta, já foi desenvolvido dentro do homem; e qualquer expressão disso que seja possível nos planos inferiores será sua como uma espécie de bagagem ou qualidade inerente em cada encarnação que o futuro lhe reserva.

Já existe até mesmo um leve matiz daquela violeta extremamente delicada que implica a capacidade de amor e devoção voltados para o mais alto ideal, e também um leve indício do verde claro da simpatia e compaixão.

Examinando o corpo mental do homem comum, como retratado na Lâmina IX, descobrimos que ele já mostra uma melhora considerável em relação ao do selvagem.

Não é apenas que há mais em proporção de intelecto, amor e devoção; mas que todas essas características melhoraram muito em sua qualidade.

Embora ainda muito longe de serem perfeitamente puras, elas são certamente muito melhores em tom do que as da Lâmina VI. A proporção de orgulho é tão alta quanto antes, mas pelo menos agora é orgulho em um nível mais elevado; se o homem ainda é orgulhoso, será antes de tais boas qualidades que ele imagina possuir do que meramente de preeminência física em força bruta ou crueldade.

Ainda há uma boa quantidade de escarlate que marca a propensão à raiva, mas é notável que agora

ocupa uma posição muito mais baixa na nuvem, o que significa uma melhora na qualidade geral da matéria da qual esse corpo-mente é composto.

O tipo de verde inferior no corpo mental do selvagem (que denota engano fortemente tingido por avareza e egoísmo) exigia, para suas vibrações, um tipo de matéria mais densa e grosseira do que a necessária para o escarlate da raiva.

O verde decididamente melhor que se exibe no corpo mental do homem comum necessita, para sua vibração, matéria de um tipo um tanto menos denso que o escarlate; e, portanto, aparentemente, a mudança de posição relativa.

O verde agora avançou para a sugestão de uma certa dose de versatilidade e adaptabilidade, em vez de engano ou astúcia.

Uma grande proporção da mente ainda está ocupada pelo marrom das tendências egoístas; mas até mesmo essa cor se verá um pouco mais quente e menos sombria do que antes.

Se agora nos voltarmos para a Estampa X, encontraremos o corpo astral que corresponde ao corpo mental da Estampa IX — o corpo astral do homem comum.

Ver-se-á que esse corpo astral concorda de perto com o seu mental, embora suas cores sejam naturalmente um tanto mais grosseiras e contenha indicações bem decididas de certas paixões que não podem ser expressas no plano superior.

Ainda assim, verificar-se-á que está muito melhorado em comparação com o corpo astral do selvagem na Estampa VII.

Há menos sensualidade, embora essa ainda seja, infelizmente, uma das características mais proeminentes; mas ao menos é menos totalmente brutal e avassaladora do que era.


O egoísmo ainda é muito proeminente, e a capacidade de engano para fins pessoais ainda está, sem dúvida, presente; mas já o verde parece estar se dividindo em duas qualidades distintas, mostrando que a mera astúcia está gradualmente se tornando adaptabilidade.

Este desenho do corpo astral representa não apenas a qualidade média daquele do tipo de homem ao qual pertence, mas também sua condição média quando comparativamente em repouso.

O corpo astral de qualquer pessoa comum está tão raramente em repouso que obteríamos apenas uma ideia muito incompleta das possibilidades de sua aparência se omitíssemos considerá-lo como está quando afetado por impulsos súbitos ou rajadas de sentimento.

Existem também certas atitudes mentais mais permanentes que produzem modificações no corpo astral suficientemente distintivas para merecerem atenção, e dedicaremos agora algumas lâminas à ilustração desses diversos efeitos.

CAPÍTULO XVII

EMOÇÕES SÚBITAS Algumas delas produzem resultados dos mais impressionantes no corpo astral — resultados que bem merecem estudo cuidadoso.

Deve-se antecipar que cada uma das ilustrações apresentadas neste livro é tirada da vida real.

Não são a ideia de alguém sobre como um homem poderia parecer sob certas condições hipotéticas; são a representação da aparência apresentada pelos veículos de pessoas vivas sob as circunstâncias descritas.

São o resultado, não da imaginação, mas da observação e da reprodução cuidadosa.

Por exemplo, voltando-nos para a Lâmina XI, veremos uma tentativa de retratar o efeito visível quando uma onda súbita de afeição forte e perfeitamente pura varre uma pessoa — sendo o exemplo escolhido o de uma mãe ao erguer seu bebê e cobri-lo de beijos.

Em um momento, o corpo astral é lançado em violenta agitação, e as cores originais ficam temporariamente quase obscurecidas.

Neste caso, como em todos esses casos, o corpo astral da pessoa comum, conforme apresentado na Lâmina X, é tomado como base ou fundo, embora durante a passagem da violenta emoção pouco se veja dele. Se a mudança introduzida na Lâmina XI for analisada, verificar-se-á que consiste em quatro partes separadas.


1. Certos espirais ou vórtices de cor vívida são visíveis, bem definidos e de aparência sólida, brilhando com uma luz intensa vinda de dentro.

Cada um deles é, na realidade, uma forma-pensamento de intensa afeição, gerada dentro do corpo astral, e prestes a ser derramada dele em direção ao objeto do sentimento.

No livro Formas-Pensamento encontrará um desenho de um desses próprios espirais enquanto voava pelo ar a caminho de seu alvo.

Observar-se-á que uma certa modificação de forma foi causada pelo movimento rápido, de modo que a espiral se tornou um projétil, assemelhando-se um tanto à cabeça de um cometa.

É difícil retratar essas nuvens giratórias de luz viva, mas sua aparência real é indescritivelmente bela.

2. Todo o corpo astral é atravessado por linhas horizontais pulsantes de luz carmesim, mais difíceis de representar com precisão até mesmo que as formas-pensamento, devido à extrema rapidez de seu movimento.

O efeito geral, no entanto, foi muito bem captado pelo artista.

3. Uma espécie de película cor-de-rosa cobre a superfície de todo o corpo astral, de modo que tudo o que está dentro é visto através dela, como através de vidro colorido.

No desenho, isso aparece apenas nas bordas.

MBNSNIS LEVEE      4.   Uma espécie de rubor carmesim preenchendo todo o corpo astral, tingindo até certo ponto todas as outras cores, e aqui e ali condensando-se em tufos flutuantes irregulares, como nuvens cirros semiformadas.

Essa magnífica exibição de fogos de artifício astrais geralmente dura apenas alguns segundos, e então o corpo rapidamente reassume sua condição normal.

No entanto, cada uma dessas ondas de sentimento produz seu efeito; acrescenta um pouco de carmesim à parte superior do oval, e torna um pouco mais fácil para as partículas do corpo astral responderem à próxima onda de afeto que vier.

Transitório quanto possa ser tal impulso, contudo, à medida que ocorre repetidamente, seus efeitos são cumulativos; e outro ponto que não deve ser esquecido é a boa influência sobre os outros que é produzida pela radiação de vibrações vívidas de amor e alegria.

Muitos corações sinceros serão mais felizes por saberem que aquele que envia um pensamento de intensa afeição a outro realmente dá algo de si mesmo — que uma certa porção de matéria astral passa dele para o ente amado, carregada tão fortemente com sua própria taxa especial de vibração que, a menos que exista alguma preocupação determinada, não pode deixar de se reproduzir, não pode deixar de fazer o corpo astral do destinatário oscilar em harmonia com ela; e isso significa que o amor tende a acender o amor e, portanto, amar uma pessoa é definitivamente torná-la um homem melhor do que ela seria de outra forma.

XII     HOMEM         VISÍVEL         E         INVISÍVEL

Devoção

Exceto pelo fato de que o azul é substituído pelo carmesim em toda parte, a Placa XII é quase idêntica à Placa XI. Ela ilustra uma súbita onda de impulso devocional que inundou uma freira durante a contemplação.

Todas as quatro formas de manifestação que observamos em conexão com o impulso de afeição também são perceptíveis aqui — as espirais giratórias e brilhantes, as linhas horizontais de vibração rápida, a película externa e os tufos de nuvem — e sua significação é precisamente a mesma, substituindo em toda parte o sentimento religioso pela afeição.

Uma irrupção tão perfeita de devoção é algo um tanto raro — muito menos comum do que uma efusão de amor igualmente perfeita.

Uma onda de sentimento dessa natureza, mas geralmente sem sua definição ou precisão, pode às vezes ser observada no caso de alguém que oferece um ato de adoração diante de um altar, ou talvez de uma imagem da Virgem Santíssima.

Geralmente as linhas paralelas são menos regulares e menos proeminentes, e as espirais nitidamente definidas estão totalmente ausentes, sendo seu lugar tomado por nuvens disformes de vapor azul.

Tais nuvens disformes de azul denso podem frequentemente ser vistas rolando lentamente, como espirais de fumaça espessa, sobre as cabeças da congregação de uma igreja.

Mas isso não é de modo algum observável na igreja comum e elegante, onde as mentes dos homens estão remoendo as vicissitudes de sua mais recente especulação, e as senhoras estão profundamente absortas nos deleites de criticar os chapéus umas das outras; nem jamais se manifesta naqueles sombrios conventículos "protestantes", onde não há pensamento de algo tão humilde quanto o culto ou a devoção, mas apenas presunção e autojustiça, tanto na oração empolada e pomposa do orador quanto na atitude presunçosa e contenciosa de caça às heresias dos ouvintes.

Mas ocasionalmente, como acompanhamento do canto sincero, embora sem musicalidade, entre dissidentes iletrados, ou às vezes entre os pobres camponeses em uma igreja católica, ou mais frequentemente ainda no serviço cordial e fervoroso do que se chama de igreja ritualista, uma grande quantidade de devoção muito real se manifesta dessa maneira.

Não é talvez especialmente inteligente, pois as grandes nuvens azuis raramente são iluminadas mesmo pelo mais tênue lampejo de ouro; mas ao menos é genuína até onde vai, e tem indubitavelmente um efeito elevador sobre aqueles por quem é sentida.

Na grande maioria dos casos, contudo, a devoção como sentimento parece vaga e mal definida, e um exemplar tão fino quanto o apresentado em nossa ilustração é de fato raro.

Neste caso, quando as espirais saíam do corpo astral, não assumiam a forma de projéteis de cabeça redonda, como no caso da onda de afeição, mas tornavam-se magníficas agulhas que se precipitavam para cima.

Uma destas também é apresentada em Formas-Pensamento, e ali se tenta ilustrar a maravilhosa efusão de força dos planos superiores, que é evocada por tal esforço de devoção.


Ira Intensa

A Lâmina XIII é talvez a mais impressionante em aparência de toda a série, e mesmo sem qualquer explicação, por si só seria um eloquente aviso contra a loucura e a maldade de ceder a um acesso de paixão.

Como nos casos anteriores, o fundo habitual do corpo astral é temporariamente obscurecido pela torrente de sentimento, mas agora os pensamentos fortes e vívidos são, infelizmente, os de malícia e má vontade.

Eles se expressam mais uma vez como espirais ou vórtices, mas desta vez como massas pesadas e trovejantes de negrura fuliginosa, iluminadas internamente pelo brilho lúgubre do ódio ativo.

Nuvens menos definidas da mesma escuridão são vistas conspurcando todo o corpo astral, enquanto as setas flamejantes da ira descontrolada disparam entre elas como relâmpagos.

Um espetáculo tremendo e verdadeiramente terrível; e quanto mais plenamente é compreendido, mais terrível parece.

Pois este é o caso de um homem que está absolutamente transportado e fora de si de raiva — um homem que, por enquanto, perdeu completamente o controle de si mesmo e é capaz de assassinato ou das mais atrozes crueldades.

Ele pode ser precipitado na prática de qualquer crime e, em um momento, pode cometer uma ação pela qual toda uma vida de arrependimento jamais poderá expiar.


Mesmo que a disciplina da educação e do costume ainda o impeça de violência externa, aqueles terríveis lampejos estão penetrando em outros corpos astrais como espadas, e o homem está ferindo aqueles ao seu redor tão realmente quanto, embora menos visivelmente, se os agredisse no plano físico.

Um horror adicional é acrescentado pela consideração de que, enquanto ele é assim uma fonte de perigo para os outros, está ele próprio totalmente indefeso.

Por um momento, a paixão o controlou inteiramente; o elemental de desejo é supremo, e o homem verdadeiro perdeu temporariamente o domínio sobre seu veículo.

Sob tais circunstâncias, outra vontade mais forte pode apoderar-se daquilo que ele permitiu que lhe fosse arrebatado.

Outra entidade, observando e aguardando, pode, por assim dizer, agarrar o leme da embarcação momentaneamente abandonada e manter a posse contra o verdadeiro capitão em seu retorno.

Em outras palavras, em tal momento, quando um homem é transportado pela raiva, ele está sujeito a ser capturado e obcecado, seja por um morto de natureza semelhante, seja por algum elemental artificial maligno cujas vibrações sincronizam com aquelas que o dominam.

Ele não é apenas um perigo para seus semelhantes, mas está em perigo apavorante para si mesmo.

O caso selecionado para ilustração é, naturalmente, um caso extremo, e tal condição geralmente não dura mais do que alguns minutos.

Mas todo aquele que se entrega a uma paixão exibe essas características em certa medida; e não se pode deixar de sentir que, se os homens soubessem como eles

O HOMEM VISÍVEL E O INVISÍVEL

aparecem aos olhos daqueles que podem ver, quando se entregam a esses acessos de ira, certamente tomariam muito mais cuidado para evitá-los.

O acesso de paixão passa, mas deixa sua marca para trás.

No corpo astral do homem comum há sempre uma certa quantidade de escarlate, que mostra a capacidade de ira, a possibilidade de ser irritado; e cada explosão de raiva acrescenta algo a isso e predispõe a matéria de todo o veículo a responder um pouco mais prontamente do que antes a essas vibrações tão indesejáveis.

Deve-se também lembrar que, embora a paixão possa ser impermanente, o registro dela permanece para sempre na memória da natureza; embora o elemental criado por um desejo maligno cesse de existir após um período proporcional à força desse desejo, ainda assim a fotografia viva de cada instante de sua vida permanece, e todos os resultados de ampla propagação de suas ações durante essa vida são carregados com justiça absoluta para o karma de seu criador.

Medo

O efeito do medo sobre o corpo astral é muito impressionante.

Um choque súbito de terror inundará em um instante todo o corpo com uma estranha névoa cinzenta lívida, enquanto linhas horizontais da mesma tonalidade aparecem, mas vibram com tanta violência que mal são reconhecíveis como linhas separadas.

O HOMEM VISÍVEL E O INVISÍVEL

O resultado é indescritivelmente horripilante, e é impossível transmitir uma ideia adequada dele por meio de ilustração.

A Prancha XIV dá uma sugestão disso tanto quanto pode ser posta no papel, mas dificilmente pode retratar a estranha maneira como toda a luz se esvai por um tempo do corpo, e toda a massa cinzenta treme impotente como uma gelatina.

Tal aparência como esta denota pânico mortal e, ordinariamente, logo passa.

Uma condição de medo permanente ou nervosismo extremo expressa-se numa forma muito modificada dos mesmos fenômenos, mas o matiz peculiar de cinza e o tremor característico são sinais invariáveis dessa presença assombrosa.

CAPÍTULO XVIII

CONDIÇÕES MAIS PERMANENTES

Procuramos ilustrar o efeito imediato de algumas das emoções súbitas que afetam os veículos externos do homem e explicar que, embora passem rapidamente, não deixam de ter resultados permanentes para a alma interior.

Resta-nos descrever a maneira como certas disposições ou tipos de caráter se manifestam, para que se veja até que ponto cada uma delas modifica o progresso do homem em seu caminho ascendente.

Há, contudo, uma influência que produz um resultado considerável na vida da maioria dos homens, que não pertence exatamente a nenhuma dessas categorias.

É muitas vezes súbita em seu advento e, na maioria dos casos, certamente não dura a vida inteira; mas, ainda assim, não se desvanece tão rapidamente quanto aquelas que temos considerado.

No entanto, na vida de um homem como o que é retratado nas Pranchas VIII, IX e X, é geralmente o evento principal; de fato, é muito frequentemente o único ponto verdadeiramente luminoso numa existência que, de outra forma, é monótona, sórdida e egoísta — a única ocasião em que tal personalidade é temporariamente elevada acima de si mesma e vive por um tempo num nível inteiramente mais alto.


Essa elevação súbita chega à pessoa que, como se costuma dizer, "se apaixona". Não é fácil para aqueles de nós que somos tão felizes a ponto de viver a vida mais ampla e mais culta perceber quão tremenda é a mudança temporária que esse "apaixonar-se" traz à existência do homem menos desenvolvido que temos descrito como comum.

Aqueles que vivem na atmosfera mais livre da arte e da música, da ciência e da filosofia, de interesses mundiais e de pensamento habitualmente altruísta, acham difícil colocar-se, pela imaginação, de volta na condição de evolução pela qual passaram há eras — a condição da alma menos desenvolvida, com seu intenso egocentrismo, seu horizonte estranhamente limitado, sua perspectiva indescritivelmente mesquinha e sórdida.

Certamente, também dentro dessas almas mais jovens o divino jaz latente, e, quando a ocasião se oferece, não raro resplandecerá em feitos de esplêndido heroísmo e de magnífico autossacrifício.

Contudo, essa possibilidade indubitável não altera o fato de que tais almas são mais jovens e de que, em circunstâncias ordinárias, vivem a vida menos desenvolvida de que falamos.

Numa vida assim tolhida e limitada, subitamente brilha um lampejo do alto, e a centelha divina interior refulge mais intensa em resposta.

Mais tarde, o homem pode perdê-la novamente e descer uma vez mais à luz turva do dia comum; contudo, nada pode tirar-lhe a

XV O HOMEM VISÍVEL E INVISÍVEL

experiência de que também para ele, uma vez, os portões dourados se abriram, e a glória da vida superior lhe foi, em certa medida, revelada.

Ele ao menos passou por uma fase em que, por um período mais longo ou mais curto, o eu foi destronado, e outra entidade ocupou o primeiro lugar em seu mundo; e assim ele aprende, pela primeira vez, uma das lições mais valiosas de todo o curso de sua evolução.

Ainda serão eras até que essa lição seja perfeitamente assimilada; contudo, mesmo esse primeiro vislumbre dela é de enorme importância para o ego, e seu efeito sobre o corpo astral é digno de especial atenção.

A transformação é inesperada e completa, como se verá ao comparar a Estampa X com a Estampa XV. Os dois corpos não poderiam ser reconhecidos como pertencentes à mesma pessoa, tão extraordinária é a alteração.

Ver-se-á que certas qualidades desapareceram por completo por um tempo, que outras foram enormemente aumentadas, e que suas posições relativas mudaram consideravelmente.

O egoísmo, o engano e a avareza desapareceram, e a parte mais baixa do oval está agora preenchida por um grande desenvolvimento das paixões animais.

O verde da adaptabilidade foi substituído pelo peculiar marrom-esverdeado do ciúme, e a extrema atividade desse sentimento é demonstrada pelos clarões escarlates brilhantes de raiva que o permeiam. Mas as mudanças indesejáveis são mais do que contrabalançadas pela esplêndida faixa carmesim que preenche grande parte do ovoide.

Esta é, por enquanto, uma característica dominante do

O HOMEM VISÍVEL E INVISÍVEL — e todo o corpo astral brilha com sua luz.

Sob sua influência, a turvação geral do corpo comum desapareceu, e todos os matizes são brilhantes e claramente marcados, bons e maus igualmente.

É uma intensificação da vida em várias direções.

Notar-se-á que o azul da devoção também está distintamente melhorado, e até mesmo (tanto foi a natureza temporariamente elevada) um toque de violeta pálido aparece no ápice do ovoide, indicando uma capacidade de resposta a um ideal verdadeiramente elevado e altruísta.

O amarelo do intelecto, no entanto, desapareceu inteiramente por enquanto — o que, suponho, seria considerado pelos cínicos como característico da condição! Parece quase impossível que, após todo esse desenvolvimento brilhante, o homem possa recair novamente na condição indicada na Lâmina X, mas na maioria dos casos é isso que ocorre, embora naturalmente a quantidade de carmesim tenha aumentado consideravelmente, e seja de tom mais claro do que antes.

Essa experiência de estar "apaixonado" é certamente valiosa para o ego, e lhe dá um impulso definido para frente, mesmo que muitas vezes possa estar associada a muito do que é indesejável.

A afeição intensamente forte e altruísta frequentemente sentida por crianças por aqueles um pouco mais velhos que elas é um fator muito poderoso em seu progresso, pois geralmente é um benefício puro, livre de todas as associações ligadas à natureza animal inferior.

Mesmo que tal afeição possa parecer transitória, e possa mudar de objeto mais de uma vez com o passar dos anos, é, no entanto, muito real enquanto dura, e serve a um nobre propósito ao preparar o veículo para responder mais prontamente às vibrações mais fortes que ainda estão por vir — assim como a flor não desabrochada da árvore frutífera, que parece não dar em nada, na realidade tem sua função, pois não apenas se mostra extremamente bela na ocasião, mas também ajuda a puxar a seiva para o fruto que está por vir.


O Homem Irritadiço

Passamos agora à consideração da maneira pela qual certos tipos especiais de caráter se manifestam nos corpos do homem.

O caso do homem irritadiço é um bom exemplo desses.

Seu corpo astral geralmente mostrará uma larga faixa de escarlate como uma de suas características proeminentes, como vemos na Prância XVI.

Mas o que especialmente o diferencia de outros homens é a presença, em todas as partes do corpo astral, de pequenos flocos flutuantes de escarlate, algo como pontos de exclamação.

Esses são o resultado de pequenos acessos de aborrecimento diante das pequenas preocupações que ocorrem constantemente na vida comum.

Toda vez que alguma ninharia dá errado — quando seu café está frio, quando perde o trem, ou quando o bebê derruba o tinteiro — o homem irascível dá vazão a uma exclamação impaciente ou raivosa, e um pequeno lampejo escarlate mostra o sentimento descontrolado.

Em alguns casos, esses pequenos mensageiros do temperamento indisciplinado voam para fora, em direção à pessoa considerada responsável pelo que quer que tenha dado errado; mas em muitos outros, eles simplesmente permanecem flutuando dentro dele, suspensos na matéria do corpo astral, apresentando a aparência mostrada em nossa ilustração.

Essas manchas gradualmente se desvanecem, mas seus lugares são tomados por outras, pois o homem irritadiço nunca fica sem motivos de aborrecimento.

O Avarento

Outro espetáculo notável, mas felizmente menos comum, é o que nos é retratado na Prância XVII.

O fundo difere um pouco do corpo astral comum, pois há uma ausência total de devoção e uma proporção muito menor que a normal de afeição.

Avareza, egoísmo, dissimulação e adaptabilidade (ou talvez, antes, astúcia) são todos intensificados, mas, por outro lado, há muito pouca sensualidade.

A característica mais notável, no entanto, é vista na curiosa série de linhas horizontais paralelas que barram o oval, dando a impressão de que o homem interior está confinado em uma gaiola.

Essas barras são de uma cor marrom profunda, quase sépia queimada, niveladas e claramente marcadas em sua borda superior, mas esfumando-se em uma espécie de nuvem abaixo.

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XVII        O HOMEM VISÍVEL E INVISÍVEL

Esta é uma ilustração de um avarento confirmado, e naturalmente um caso tão extremo não é muito comum; mas um grande número de pessoas parece ter alguns dos elementos da avareza em sua natureza, e os demonstra por uma intensificação da cor da avareza e por uma ou duas dessas barras na parte superior do corpo astral, embora poucos sejam tão completamente confinados quanto este espécime.

É óbvio que este homem se isolou do mundo, e que vibrações externas não podem afetá-lo facilmente.

Provavelmente, dessa forma, ele escapa de algumas das tentações comuns da vida, mas também se torna impermeável ao amor e à simpatia de seus amigos, e a todos os sentimentos religiosos superiores.

Acima de tudo, as barras de sua prisão impedem a passagem de vibrações tanto para fora quanto para dentro, e ele próprio não pode derramar nem afeto nem devoção.

Ele está absolutamente envolto em seu próprio egoísmo, e não faz bem a nenhum ser humano, e enquanto essa for sua condição, ele não pode progredir.

Esse vício da avareza parece ter o efeito de interromper completamente o desenvolvimento por um tempo, e é muito difícil de se livrar dele uma vez que tenha ganho um firme domínio sobre a personalidade.

Depressão Profunda

O corpo astral mostrado na Lâmina XVIII é, em muitos aspectos, semelhante ao anterior.

Aqui, porém, temos linhas cinzentas opacas em vez das marrons, e o efeito geral é indescritivelmente sombrio e deprimente para o observador.

Não parece que, neste caso, quaisquer qualidades estejam necessariamente ausentes; temos simplesmente as cores ordinárias do corpo como pano de fundo, mas todas estão veladas por essas linhas pesadas e lacrimosas.

Nossa imagem representa uma pessoa durante um período de depressão extrema, quando está tão completamente isolada quanto o avarento, e naturalmente há muitos estágios intermediários entre isso e o corpo astral saudável.

Um homem pode ter apenas algumas barras de depressão, e mesmo essas podem ser transitórias; ou, em casos mais leves e menos persistentes, a nuvem pesada pode mal ter tempo de se organizar em linhas.

No entanto, são muitos os que se entregam a esses sentimentos e permitem que a névoa do desespero se feche ao seu redor até que todo o mundo pareça negro; sem perceber que, ao fazer isso, não estão apenas atrasando seriamente sua própria evolução e perdendo inúmeras oportunidades, mas também causando sofrimento e danos desnecessários a todos aqueles que lhes são próximos.

Nenhuma condição psíquica é mais contagiosa do que esse sentimento de depressão; suas vibrações irradiam em todas as direções e introduzem seus efeitos de enfraquecimento e entorpecimento em todo corpo astral ao alcance, quer o ego ao qual esse corpo astral pertence esteja encarnado ou não.

O homem que cede ao desânimo é, portanto, um incômodo e um perigo tanto para os vivos quanto para os mortos, pois nestes dias de tensão excessiva e preocupação nervosa, a maioria das pessoas acha muito difícil resistir ao contágio dessas vibrações fúnebres.

O único homem que está imune a tais influências nefastas é aquele que compreende algo do propósito da vida, que a encara do ponto de vista filosófico e do senso comum, e percebe que é seu dever ser feliz, uma vez que o Logos pretende que ele o seja. O estudante de Teosofia deve ser imediatamente distinguível do resto do mundo por sua serenidade absoluta sob todas as dificuldades possíveis, e por sua alegria radiante em ajudar os outros.

Felizmente, boas influências podem ser espalhadas tão facilmente quanto as más, e o homem que é sábio o bastante para ser feliz tornar-se-á um centro de felicidade para os outros, um verdadeiro sol, derramando luz e alegria sobre todos ao seu redor, e nessa medida agindo como um cooperador de Deus, que é a fonte de toda alegria.

Dessa forma, todos nós podemos ajudar a romper essas grades sombrias de depressão e libertar a alma nelas aprisionada, na gloriosa luz do sol do amor divino.

O Tipo Devocional

Será útil para nós encerrar nossa lista de casos especiais entre os corpos astrais examinando dois tipos bem distintos, da comparação dos quais muito pode ser aprendido.

O primeiro deles é ilustrado na Estampa XIX, e podemos chamá-lo de homem devocional.

Suas características apresentam-se através do meio de suas cores, e vemos que ele possui o leve toque de violeta que implica a possibilidade de sua resposta à apresentação de um alto ideal.


Sua característica mais proeminente é o desenvolvimento incomum do azul, mostrando forte sentimento religioso; mas infelizmente apenas uma pequena proporção disso é o azul-claro puro da devoção altruísta, sendo a maioria de um tom escuro e algo turvo, sugerindo a mistura de muito desejo de ganho pessoal.

A proporção muito pequena de amarelo nos diz que ele tem muito pouca inteligência para direcionar sua devoção por canais razoáveis, ou para salvá-lo de degenerar em um fanatismo sem sentido.

Ele tem uma proporção razoável de afeição e adaptabilidade, embora não de ordem muito elevada; mas a quantidade de sensualidade manifestada está muito acima da média, e o engano e o egoísmo também são muito proeminentes.

É um fato notável que a sensualidade extrema e o temperamento devocional sejam tão frequentemente vistos em associação; isso sugeriria que deve haver alguma conexão oculta entre eles — ou pode ser simplesmente que ambos são característicos de um homem que vive principalmente em seus sentimentos, e é governado por eles em vez de tentar controlá-los pela razão.

Outro ponto ao qual se deve prestar atenção é a irregularidade na distribuição das cores e a vagueza de seus contornos; todas se fundem umas nas outras, e não há linhas claras de demarcação em lugar algum.

Isso também é muito expressivo da vagueza das concepções do homem devocional.

Entender-se-á que neste caso, como em todos os outros deste capítulo, estamos lidando apenas com variantes da pessoa comum.

Consequentemente, este é o corpo astral de um homem religioso comum e não intelectual — de modo algum o do homem religioso desenvolvido, cuja devoção é evocada pela compreensão plena e guiada pela razão.

O Tipo Científico

O observador dificilmente deixará de ficar impressionado com o contraste entre o corpo ilustrado na Lâmina XX e aquele que acabamos de descrever.

Na Lâmina XIX vemos que as características principais são devoção (de certo tipo) e sensualidade, e uma porção muito pequena de intelecto é mostrada; na Lâmina XX não temos devoção alguma, e muito menos que a quantidade média de sensualidade, mas o intelecto é desenvolvido em um grau muito anormal.

Afeição e adaptabilidade são ambas um tanto pequenas em quantidade e pobres em qualidade, sendo aparentemente ofuscadas pelo desenvolvimento intelectual, pois o homem ainda não está suficientemente avançado para possuir todas essas qualidades igualmente em suas formas superiores.

Há bastante egoísmo e avareza, e uma certa capacidade de ciúme também é aparente.

Mas a grande característica deste homem é a grande

O HOMEM VISÍVEL E O INVISÍVEL

proporção de amarelo dourado, mostrando uma inteligência bem desenvolvida, dirigida principalmente à obtenção de conhecimento.

Um enorme cone de laranja brilhante erguendo-se no meio disso indica a presença de muito orgulho e ambição em conexão com esse conhecimento, mas ainda assim a tonalidade do amarelo exclui a ideia de que o intelecto seja rebaixado a fins meramente egoístas.

Deve-se notar também que o hábito científico e ordenado da mente tem uma influência distinta sobre a disposição das cores astrais; elas tendem a se organizar em faixas regulares, e as linhas de demarcação entre elas são decididamente mais definidas do que na ilustração anterior.

É evidente que os corpos retratados nas Placas XIX e XX nos dão exemplos de duas variedades de desenvolvimento desigual; e embora cada um tenha seus pontos positivos, cada um também apresenta desvantagens decididas.

Passaremos agora à consideração dos veículos do homem mais desenvolvido, que possui todas essas várias qualidades em extensão muito maior, mas as tem bem equilibradas, de modo que cada uma apoia e fortalece a outra, em vez de dominá-la ou sufocá-la.

CAPÍTULO XIX

O HOMEM DESENVOLVIDO

O termo "desenvolvido" é relativo, então será bom explicar exatamente o que aqui se entende por ele. Os veículos ilustrados sob este título são tais como poderiam ser possuídos por qualquer pessoa de mente pura que tenha definitiva e inteligentemente "colocado sua afeição nas coisas do alto, e não nas coisas da terra". Não são aqueles de alguém já muito avançado no caminho que leva ao adeptado, pois nesse caso encontraríamos uma diferença considerável tanto no tamanho quanto na disposição.

Mas eles implicam distintamente que o homem de quem são expressões é um buscador da verdade superior, alguém que se elevou acima de meros objetivos terrenos e vive por um ideal.

Entre tais, alguns podem ser encontrados especialmente avançados em uma direção, e outros em outra; este é um homem equilibrado — simplesmente uma média justa daqueles que estão no nível que descrevo.

Podemos examinar primeiro a Placa XXI, que nos representa seu corpo causal.

Ao compará-la com as Placas V e VIII, veremos qual tem sido o progresso do homem, e como isso se expressa em sua aparência.


Observamos que, nesse momento, muitas qualidades belas já se desenvolveram nele, pois a gloriosa película iridescente está agora repleta das mais encantadoras cores, simbolizando para nós as formas superiores de amor, devoção e simpatia, auxiliadas por um intelecto refinado e espiritualizado, e por aspirações que se elevam sempre em direção ao divino.

Permitam-me citar o sexto de nossos manuais teosóficos, p. 80: “Composto de matéria inconcebivelmente sutil, delicada e etérea, intensamente viva e pulsante com fogo vivo, o corpo causal torna-se, à medida que sua evolução prossegue, um globo radiante de cores cintilantes, suas altas vibrações enviando ondulações de matizes cambiantes sobre sua superfície — matizes dos quais a Terra nada sabe — brilhantes, suaves e luminosos além do poder da linguagem para descrever.

Tomem as cores de ‘um pôr do sol egípcio e acrescentem a elas a maravilhosa suavidade de um céu inglês ao entardecer — elevem-nas tão acima de si mesmas em luz, translucidez e esplendor quanto estão acima das cores fornecidas pelos tabletes da caixa de tintas de uma criança — e mesmo assim ninguém que não tenha visto pode imaginar a beleza desses orbes radiantes que irrompem no campo da visão clarividente quando esta se eleva ao nível deste mundo superno.

‘“ Todos esses corpos causais estão repletos de fogo vivo extraído de um plano superior, com o qual o globo parece estar conectado por um fio trêmulo de luz intensa, que recorda vividamente à mente as palavras das estâncias de Dzyan, ‘A centelha pende da chama pelo mais fino fio de Fohat’; e à medida que a alma cresce e é capaz de receber cada vez mais do oceano inesgotável do Espírito Divino, que se derrama através do fio como um canal, este se expande e dá passagem mais ampla à torrente, até que, no próximo sub-plano, poderia ser imaginado como uma tromba d’água conectando terra e céu, e, mais acima ainda, como ele próprio um grande globo através do qual jorra a fonte viva, até que o corpo causal parece dissolver-se na luz que nele se derrama.


Mais uma vez a estância o diz por nós: ‘O fio entre o observador e sua sombra torna-se mais forte e radiante a cada mudança.

A luz da manhã transformou-se na glória do meio-dia.

Esta é tua roda atual, disse a chama à centelha.

Tu és meu próprio eu, minha imagem e minha sombra.’”

Eu me vesti de ti, e tu és meu vdhan para o dia, “Esteja-conosco”, quando tu te tornares novamente eu mesmo e outros, tu mesmo e eu.” Quão desesperador parece tentar representar toda essa glória no papel! No entanto, nosso artista habilmente conseguiu sugerir aquilo que nenhum pincel poderia pintar, e por mais distante que até mesmo a mais engenhosa imagem física esteja daquela realidade transcendente, ela ao menos dá à nossa imaginação um ponto de partida a partir do qual podemos tentar construir uma concepção.

Não devemos omitir a observação de uma das mais grandiosas características do homem desenvolvido—sua capacidade de servir como canal para forças superiores.

Ver-se-á que

do seu corpo causal jorram correntes dessa força em várias direções, pois sua atitude de altruísmo, de prestatividade e prontidão para dar torna possível que a força divina desça sobre ele em fluxo constante, e através dele alcance muitos que ainda não são fortes o suficiente para recebê-la diretamente.

Assim, tornar-se um dos esmoleres de Deus é de fato um privilégio pelo qual vale a pena trabalhar, mas está ao nosso alcance se apenas nos esforçarmos por isso. A coroa de centelhas brilhantes que ascende da parte superior do corpo proclama a atividade da aspiração espiritual e acrescenta enormemente à beleza e dignidade da aparência do homem.

Isso se eleva constantemente do corpo causal, não importa como o homem inferior esteja ocupado no plano físico: pois quando a alma do homem é uma vez despertada em seu próprio nível e começa a entender algo de si mesma e de sua relação com o divino, ela olha sempre para cima, em direção à fonte da qual veio, totalmente independente de quaisquer atividades que possa ao mesmo tempo estar inspirando em planos inferiores.

Nunca devemos esquecer quão pequena e parcial expressão do eu mesmo a mais nobre personalidade pode ser; de modo que, assim que o homem superior começa a olhar ao redor, ele encontra possibilidades quase ilimitadas se abrindo diante dele, das quais nesta vida física limitada não podemos formar ideia.

Esse próprio impulso ascendente de aspiração espiritual, que forma uma coroa tão gloriosa para nosso homem desenvolvido, é em si o canal através do qual o poder divino

desce; de modo que quanto mais plenas e fortes se tornam suas aspirações, maior é a medida da graça do alto.

Seu Corpo Mental

Dificilmente deixará de impressionar o observador, ao tratarmos do homem mais desenvolvido, que seus diversos veículos não são apenas todos grandemente refinados e melhorados, mas também são muito mais semelhantes entre si.

Considerando a diferença entre o que podemos chamar de oitavas da cor — entre os matizes pertencentes aos níveis inferiores e superiores do plano mental — a Prancha XXII é quase uma reprodução da Prancha XXI: e a semelhança entre as Pranchas XXII e XXIII é talvez ainda mais marcante, embora, ao compará-las, tenhamos de lembrar que as cores astrais são novamente de uma oitava diferente, mesmo daquelas do mental inferior.

Outra comparação útil de se fazer é entre as Pranchas XXII, IX e VI, a fim de que possamos ver como a evolução do selvagem ao homem altruísta se manifesta no corpo mental.

Verificar-se-á, mediante exame, que o orgulho, a ira e o egoísmo desapareceram por completo, e que as cores restantes não apenas se expandiram a ponto de preencher toda a oval, mas também melhoraram tanto em tom que causam uma impressão bastante diferente.

Cada uma delas é mais refinada e delicada, pois todo

O HOMEM VISÍVEL E O INVISÍVEL

pensamento de si mesmo desapareceu delas; e, além disso, surgiu o violeta puro com as estrelas douradas, que denota a aquisição de qualidades novas e maiores.

O poder do alto, que vimos irradiando através do seu corpo causal, atua também através do veículo mental, embora com força um tanto menor.

Este é, no conjunto, um corpo mental muito belo, já bem desenvolvido, e tendo dentro de si toda a promessa de rápido progresso no Sendero, quando chegar o momento para isso.

Seu Corpo Astral

Seu corpo astral, que está retratado na Prancha XXIII, ver-se-á imediatamente que se assemelha muito de perto ao veículo mental.

É, de fato, pouco mais que um reflexo deste na matéria mais grosseira do plano astral.

Isso indica que o homem tem seus desejos completamente sob o controle da mente, e não está mais sujeito a ser arrastado para longe da base firme da razão por ondas selvagens de emoção.

Como ele ainda não está definitivamente no Sendero, sem dúvida estará sujeito a irritabilidade ocasional e a anseios indesejáveis de vários tipos.

Mas ele agora sabe o suficiente para reprimir essas manifestações inferiores, para manter uma luta contra elas sempre que aparecerem, em vez de ceder a elas.

Assim, embora possam temporariamente alterar seu corpo astral, dificilmente causarão uma impressão permanente sobre ele, em comparação com as vibrações muito mais fortes de suas qualidades superiores.

Exatamente da mesma maneira, num estágio ainda mais avançado de progresso, o próprio corpo mental se torna um reflexo do causal, pois o homem aprende a seguir exclusivamente os impulsos do eu superior e a guiar sua razão somente por eles.

Esta ilustração nos apresenta claramente um fato interessante relacionado à luz amarela, que significa intelecto.

Quando essa cor está presente no ovoide, ela invariavelmente se mostra na parte superior dele, na vizinhança da cabeça; consequentemente, é a origem da ideia do nimbo ou glória ao redor da cabeça de um santo, pois esse amarelo é de longe a mais conspícua das cores do corpo astral, e a mais facilmente percebida por qualquer pessoa que esteja se aproximando do limiar da clarividência.

Além disso, mesmo sem a visão astral, ela pode ocasionalmente ser percebida; pois quando qualquer pessoa com algum desenvolvimento está fazendo um esforço especial de qualquer tipo, como, por exemplo, pregando ou palestrando, as faculdades intelectuais estão em atividade incomum, e o brilho amarelo é portanto intensificado.

Em alguns casos que vi, ela ultrapassou os limites da visibilidade física e foi vista por muitos que não tinham poder de visão superior ao deste plano.

Em tal caso, não é que a vibração astral se afrouxe até afundar abaixo da linha que a separa do físico, mas que ela se torna tão mais vigorosa do que o habitual que é capaz de despertar uma vibração simpática mesmo na matéria grosseira e pesada do plano físico.

Sem dúvida, foi ou de vislumbres ocasionais desse fenômeno ou de tradições derivadas daqueles que podiam ver, que nossos pintores medievais derivaram a ideia da glória ao redor da cabeça do santo.

Pode-se lembrar que no nimbo do Cristo geralmente se desenha uma cruz; e isso também está estritamente dentro das probabilidades, do ponto de vista da investigação oculta, pois tem sido frequentemente observado que nas auras de pessoas altamente desenvolvidas várias figuras geométricas se apresentam, significando certos pensamentos elevados e de longo alcance.

Algumas delas serão encontradas entre as ilustrações dadas em Formas-Pensamento.

O estudante achará útil comparar cuidadosamente estas ilustrações umas com as outras; primeiro, examinar cada corpo causal em conexão com os corpos mental e astral, que são expressões parciais dele, a fim de compreender a relação entre esses diferentes veículos; e, em segundo lugar, comparar os três corpos astrais nas Lâminas VII, X e XXIII, para entender como o progresso se manifesta no corpo de desejos, que é naturalmente o mais fácil de todos os veículos de se ver clarividentemente, e de fato o único que a pessoa psiquicamente desenvolvida comum tem alguma probabilidade de ver.

A mesma comparação deve ser feita entre as Lâminas VI, IX e XXII, e também entre as Lâminas V, VIII e XXI, para estudar o progresso do homem tal como se manifesta em seus corpos superiores.


Entre a nossa literatura teosófica temos muitos livros que tratam do outro lado de toda essa evolução e catalogam as qualificações morais exigidas em seus vários estágios.

Este é um assunto do mais profundo interesse, embora um tanto fora do escopo desta pequena obra.

Aqueles que desejarem estudá-lo devem recorrer a *Ajudadores Invisíveis*, Capítulos XIX a XXI, e então ler os livros da Sra.

Besant, *No Pátio Exterior* e *O Caminho do Discipulado*.

Desses livros pode-se obter alguma ideia não apenas das condições do progresso, mas de sua meta e do glorioso futuro que nos aguarda quando tivermos cumprido essas condições — quando, após muitas encarnações neste velho e grandioso mundo nosso, tivermos finalmente aprendido as lições que sua vida física se destina a nos ensinar. Então teremos alcançado aquela “ressurreição dos mortos” pela qual São Paulo se esforçava tão ardentemente, pois estaremos livres tanto da morte quanto do nascimento, teremos transcendido o ciclo da necessidade e seremos livres para sempre — livres para ajudar nossos semelhantes ao longo do caminho que trilhamos, até que eles também alcancem a luz e a vitória que é nossa.

Pois essa realização é para todo homem, e alcançá-la é apenas uma questão de tempo, por mais jovem que uma alma possa ser. Para o homem não há dúvida quanto à “salvação”, pois não há nada, exceto seu próprio erro e ignorância, do qual qualquer homem precise ser salvo; não há para ele sequer uma “esperança eterna”, mas uma certeza eterna.


Todos alcançarão, porque essa é a vontade de Deus para eles, esse é o único objetivo para o qual Ele os chamou à existência.

Mesmo agora o mundo está progredindo, e os poderes estão começando a se desenvolver; e certamente este nascer do sol matinal aumentará para a glória do meio-dia.

Para as perspectivas de avanço que se estendem diante do homem, nossa visão mais aguçada não pode ver fim; sabemos apenas que elas se estendem em esplendores indescritíveis, ilimitados e divinos.

XXIV                      CAPÍTULO       XX

A      AURA      DE      SAÚDE

ATÉ AGORA temos tratado exclusivamente daqueles corpos do homem que estão conectados com os planos superiores, mas nosso assunto não seria completamente tratado se omitíssemos toda referência à matéria física minuciosamente subdividida que é vista pela visão clarividente como parte da aura do homem.

Muita dessa matéria está no estado etérico e constitui o que é frequentemente chamado de duplo etérico.

Isso não é, em nenhum sentido, um veículo separado, mas deve ser considerado simplesmente como parte do corpo físico.

É claramente visível ao clarividente como uma massa de névoa violeta-acinzentada fracamente luminosa, interpenetrando a parte mais densa do corpo físico e estendendo-se ligeiramente além dela, como será visto nas Pranchas XXIV e XXV.

Essa matéria etérica é o elo entre o astral e o físico, mas também tem uma função muito importante como veículo da força vital no plano físico.

Essa força vital é derramada sobre nós a partir do sol, que é a fonte da vida nesse sentido interno, bem como por meio de sua luz e calor no mundo externo.


A atmosfera da Terra está cheia dessa força em todos os momentos, embora esteja em atividade especial sob a luz solar brilhante; e é somente absorvendo-a que nossos corpos físicos conseguem viver.

A absorção dessa energia vital é uma das funções da parte etérica daquele órgão que chamamos de baço; e esse órgão possui a curiosa propriedade de especializar e transmutar a força à medida que ela passa por ele, de modo que ela apresenta uma aparência totalmente diferente.

A força em si é naturalmente invisível, como todas as outras forças; mas, como existe ao nosso redor na atmosfera, ela se reveste de milhões de minúsculas partículas que são incolores, embora intensamente ativas.

Depois de absorvidas no corpo humano através do baço, no entanto, essas partículas adquirem uma bela cor rosa-pálida e fluem em uma corrente constante sobre e através de todo o corpo ao longo dos nervos, da mesma maneira que os glóbulos sanguíneos fluem ao longo das artérias e veias, sendo o cérebro o centro dessa circulação nervosa.

Em nossas ilustrações, tenta-se representar a aparência geral dessa corrente, mas isso não deve, naturalmente, ser considerado um mapa preciso do sistema nervoso.

É evidente que esse fluxo é necessário para o funcionamento adequado dos nervos, pois quando é retirado, não há sensação.

Sabemos como um membro pode ser tão adormecido pelo frio a ponto de ficar absolutamente insensível ao toque; e a razão dessa insensibilidade é que a força vital não

se      HOMEM      VISÍVEL         E       INVISÍVEL

flui mais através dele. Poder-se-ia supor que isso se deve antes à falha da circulação do sangue, mas aqueles que estudaram o mesmerismo sabem que um dos experimentos mais comuns é produzir insensibilidade semelhante em um membro por meio de passes magnéticos.

Isso não interfere em nada com a circulação do sangue, pois o membro permanece quente; mas de fato interrompe a circulação do fluido vital do sujeito e o substitui pelo do magnetizador.

Os nervos do sujeito ainda estão lá e (tanto quanto a visão física pode ver) em perfeito estado de funcionamento; no entanto, não desempenham sua função de reportar ao cérebro, porque o fluido que os anima não está conectado a esse cérebro, mas ao cérebro do operador.

Em um homem saudável, o baço faz seu trabalho de maneira tão generosa que a força vital especializada está presente em quantidades muito grandes e irradia constantemente do corpo em todas as direções.

Um homem em perfeita saúde, portanto, não só é capaz de transmitir parte dela a outro intencionalmente, por meio de passes mesméricos ou de outra forma, mas também está constantemente, embora inconscientemente, derramando força e vitalidade sobre aqueles ao seu redor.

Por outro lado, um homem que, por fraqueza ou outras causas, é incapaz de especializar para seu próprio uso uma quantidade suficiente da força vital do mundo, às vezes, igualmente inconsciente, age como uma esponja e absorve a vitalidade já especializada de qualquer pessoa sensível que tenha o infortúnio de entrar em contato com ele, para seu próprio benefício temporário.

HOMEM        VISÍVEL         E       INVISÍVEL

benefício, sem dúvida, mas muitas vezes com sério prejuízo para sua vítima.

Provavelmente a maioria das pessoas já experimentou isso em menor grau e descobriu que há alguém entre seus conhecidos após cujas visitas sempre sentem um cansaço e langor totalmente inexplicáveis; e uma lassidão semelhante é frequentemente sentida por pessoas que participam de sessões espíritas sem tomar precauções especiais contra o dreno de sua força vital estabelecido no curso das manifestações.

Essa radiação produz um efeito marcante na aparência do que podemos chamar de parte puramente física da aura do homem.

É bem sabido que minúsculas partículas de matéria física densa são constantemente lançadas do corpo humano, em transpiração insensível e de outras maneiras; e essas partículas também são visíveis à visão clarividente como uma névoa cinzenta tênue.

Essas partículas são, em muitos casos, cristais e, portanto, são vistas em certas formas geométricas; por exemplo, os minúsculos cubos de cloreto de sódio, ou sal comum, estão entre os mais frequentes.

Essa parte puramente física do entorno do homem é às vezes chamada de aura de saúde, pelo fato de sua condição ser grandemente afetada pela saúde do corpo do qual emana.

É um azul-esbranquiçado tênue, quase incolor, e tem a aparência de ser estriada; isto é, está cheia de, ou talvez fosse melhor dizer que é composta de, uma infinidade de linhas retas irradiando uniformemente em todas as direções a partir dos poros do corpo.

Esse é pelo menos o estado normal dessas linhas quando o corpo está em perfeita saúde; elas são separadas, ordenadas e tão quase paralelas quanto sua radiação permite.


Mas com o advento da doença há uma mudança instantânea, as linhas na vizinhança da parte afetada tornam-se erráticas, e se espalham em todas as direções na mais selvagem confusão, ou caem como hastes de flores murchas.

A razão para essa aparência curiosa é em si interessante.

Descobrimos que a rigidez e o paralelismo das linhas dessa aura de saúde são causados pela radiação constante de força vital do corpo saudável; e assim que essa radiação cessa, as linhas caem na condição confusa descrita acima.

À medida que o paciente se recupera, a radiação normal dessa forma magnética de energia vital é gradualmente retomada, e as linhas da aura de saúde são assim penteadas em ordem novamente.

Enquanto as linhas forem firmes e retas, e a força irradiar constantemente entre elas, o corpo parece estar quase inteiramente protegido contra o ataque de influências físicas malignas, tais como germes de doenças, por exemplo — sendo tais germes repelidos e levados pela emissão da força vital; mas quando, por qualquer causa — por fraqueza, por ferida ou lesão, por fadiga excessiva, por extrema depressão de espírito, ou pelos excessos de uma vida irregular — uma quantidade incomumente grande de vitalidade é necessária para reparar danos ou desgastes no corpo, e há consequentemente uma séria diminuição na quantidade irradiada,

O HOMEM VISÍVEL E O INVISÍVEL

esse sistema de defesa torna-se perigosamente fraco, e é comparativamente fácil para os germes mortais efetuarem uma entrada.

Pode-se também mencionar que é possível, por um esforço de vontade, deter essa radiação de vitalidade na extremidade externa de suas linhas, e ali construí-la em uma espécie de parede ou casca, que será absolutamente impermeável a esses germes — e, com um pouco mais de esforço, impermeável também a qualquer tipo de influência astral ou elemental — enquanto tal esforço de vontade for mantido.

Ilustrações dessa aura, mostrando sua aparência na saúde e na doença respectivamente, serão encontradas nas Lâminas XXIV e XXV.

Deve-se lembrar que ela é quase incolor, de modo que, embora seja matéria física e, portanto, exija visão menos desenvolvida do que a parte astral da aura, esta última é muito mais conspícua devido ao brilho de suas cores cintilantes e seu movimento constante, sendo muitas vezes vista em um estágio mais precoce do progresso do homem do que a outra.

CAPÍTULO XXI

O CORPO CAUSAL DO ADEPTO

PROVAVELMENTE, para aqueles que ainda não podem ver os corpos superiores do homem, as ilustrações dadas neste livro serão até certo ponto sugestivas e mesmo iluminativas, e é na esperança de que assim seja que ele foi publicado.

No entanto, aqueles que podem ver, embora reconheçam plenamente o cuidado minucioso e a habilidade do artista, todos concordarão que mesmo o mais baixo desses planos superfísicos nunca pode ser adequadamente retratado em papel ou tela.

Se isso é verdade, como certamente é, quão mais desesperadamente impossível (se nos for perdoado o uso de uma expressão imprópria, mas expressiva) deve ser tentar representar o adepto — o homem que atingiu a meta da humanidade — que se tornou algo mais que homem! No seu caso, o tamanho do corpo causal aumentou enormemente e brilha com um esplendor semelhante ao sol, muito além de toda imaginação, em sua gloriosa beleza.

Da beleza da forma e da cor aqui nenhuma palavra pode falar, pois a linguagem mortal não tem termos nos quais aquelas esferas radiantes

[14] O HOMEM VISÍVEL E INVISÍVEL

possam ser descritas.

Tal veículo seria um estudo separado em si mesmo, mas um estudo bastante além das capacidades de qualquer um, exceto daqueles que já estão muito avançados no Caminho.

Isto, pelo menos, pode ser visto: que tal corpo não é apenas muito maior do que o do homem comum, mas também tem suas cores dispostas de maneira diferente.

Estas não mais se movem em nuvens giratórias, mas estão dispostas em grandes conchas concêntricas, ainda assim penetradas em toda parte por radiações de luz viva que sempre emanam dele como um centro.

A ordem das cores difere de acordo com o tipo ao qual o Adepto pertence, de modo que há várias variedades bem marcadas em meio à sua glória.

Estranhamente, considerando o caráter recôndito do assunto, uma tradição — uma tradição perfeitamente precisa — desse fato foi preservada em muitas das imagens grosseiramente desenhadas do Senhor Buda que se veem nas paredes dos templos no Ceilão.

O Grande Instrutor é geralmente representado ali cercado por uma aura; e o estranho é que, embora a coloração e a disposição geral desses arredores fossem grotescamente imprecisas e até impossíveis se pretendidas para as de um homem comum, ou mesmo para as de um adepto comum (se se pode, sem irreverência, usar tal expressão), ainda assim é uma representação grosseira e material do veículo superior real do Adepto daquele tipo particular ao qual este Grande Ser pertence.

É digno de nota também que as linhas da aura de saúde são desenhadas em algumas dessas imagens primitivas.


Se é impossível tentar ilustrar o corpo causal do Mestre, pode ainda valer a pena dar uma ideia do tamanho relativo e da aparência do de um de Seus discípulos mais avançados — um que tenha atingido o quarto estágio do Caminho que nos livros orientais é chamado de Arhat.

(Veja *Ajudantes Invisíveis*, p. 172.) Tal esforço foi feito na Estampa XXVI, mas é necessário um esforço de imaginação ainda maior que o usual para completar o quadro, devido ao fato de que as cores deste corpo causal possuem duas características que são irreconciliáveis aqui no plano físico.

Elas são distintamente mais delicadas e etéreas do que quaisquer outras descritas anteriormente; contudo, ao mesmo tempo, são muito mais plenas, mais brilhantes e mais luminosas.

Até que possamos pintar com fogo, em vez de mera cor, nos encontraremos sempre em um ou outro lado do dilema; pois se tentarmos representar a profundidade e a riqueza da cor, ela parecerá densa e sólida; se, em vez disso, tentarmos transmitir sua maravilhosa transparência e luminosidade, então as cores carecerão inteiramente do poder e do brilho extraordinários que são uma característica tão proeminente da gloriosa realidade.

Visto que, no entanto, um esforço foi feito no caso dos outros corpos causais para dar uma ideia da forma ovoide transparente, parece melhor, neste caso, tentar dar a profundidade da cor, sua disposição e o tamanho relativo.

Este último só pode ser colocado em proporção mediante o expediente de diminuir muitas vezes o tamanho do corpo físico em nosso quadro; pois se mantivéssemos a mesma escala empregada anteriormente, o corpo causal do Arhat precisaria ser representado com vários metros de comprimento e largura.


Consequentemente, somos compelidos a reduzir muito o desenho da forma física, a fim de que o corpo causal, quando desenhado em proporção a ele, caiba dentro do tamanho de até mesmo uma estampa dupla.

Mas, mesmo na melhor das hipóteses, tal desenho só pode ser considerado um auxílio para estimular-nos no esforço de criar uma imagem mental — uma imagem que talvez seja menos desesperadamente inadequada do que a representação física.

Ao examinar esta ilustração, somos imediatamente impressionados pelo magnífico desenvolvimento dos mais elevados tipos de intelecto, amor e devoção, pela riqueza de simpatia e da mais alta espiritualidade que ela exibe.

A irrupção da influência Divina que vimos na Estampa XXI está enormemente intensificada aqui, pois este homem se tornou um canal quase perfeito para a vida e o poder do Logos.

Não apenas na luz branca a glória irradia dele, mas todas as cores do arco-íris brincam ao seu redor em brilhos sempre mutáveis, como madrepérola; de modo que há algo nessa radiação que fortalece as mais elevadas qualidades em toda pessoa que dele se aproxima, sejam quais forem essas qualidades. Assim, ninguém pode entrar no raio de sua influência sem sair beneficiado: ele brilha sobre todos ao seu redor como o

HOMEM        VISÍVEL        E       INVISÍVEL

sol, pois, como ele, tornou-se uma manifestação do Logos.

O corpo mental e o corpo astral ligados a isso têm muito pouca cor característica própria, mas são reproduções do corpo causal na medida em que suas oitavas inferiores podem expressá-lo. Eles têm um lindo brilho iridescente — um efeito opalescente, de madrepérola — que está muito além de qualquer descrição ou representação.

Uma coisa, pelo menos, podemos talvez esperar que nosso estudo desses veículos internos faça por nós: pode nos ajudar a compreender que é essa apresentação superior dele que é o homem real, e não aquela agregação de matéria física cristalizada no meio dela, à qual nós, em nossa cegueira, atribuímos importância tão indevida.

O próprio homem em si — a trindade divina interior — talvez não possamos ver; mas quanto mais nossa visão e conhecimento aumentam, mais nos aproximamos daquilo que nEle se velia; e se por ora o mais elevado veículo dele que nos é perceptível é o corpo causal, então esse é o mais próximo de uma concepção do verdadeiro homem que nossa visão presentemente nos pode dar. Mas se o mesmo homem for contemplado do ponto de vista dos níveis mentais inferiores, naturalmente apenas tanto dele pode ser visto quanto pode ser expresso naquele corpo mental que é a manifestação da personalidade.

Examinando-o no plano astral, descobrimos que um véu adicional desceu, e apenas aquela parte inferior dele é visível que pode encontrar expressão através do

HOMEM        VISÍVEL          E       INVISÍVEL

veículo do desejo.

Aqui no plano físico estamos ainda pior, pois o verdadeiro homem está mais efetivamente oculto de nós do que nunca.

Talvez o conhecimento disso nos leve a formar uma opinião um pouco mais elevada de nosso próximo, pois percebemos que ele é sempre muito mais do que parece ao olho físico.

Há sempre a possibilidade superior em segundo plano, e frequentemente um apelo à natureza superior a despertará de sua latência, trazendo-a à manifestação onde todos possam vê-la. Quando tivermos estudado o homem como ele é, talvez nos seja mais fácil penetrar através do denso véu físico e imaginar a realidade que está por trás.

Nossa fé na natureza humana pode tornar-se maior quando percebemos o quanto ela é inteiramente parte da natureza divina; e assim poderemos ajudar melhor o nosso próximo, porque compreendemos a certeza de que ele e nós somos um.

Se através de nós a luz divina brilha mais intensamente, é apenas para que possamos compartilhar essa luz com ele; se alcançamos um degrau mais alto na escada, é apenas para que possamos estender-lhe uma mão auxiliadora.

Quanto mais compreendemos este glorioso esquema de evolução, cujo progresso temos estudado em sua manifestação externa, mais plenamente veremos a verdadeira intenção do poderoso autossacrifício do Logos; e tão belo é ele, tão perfeito além de todo o nosso pensamento, que vê-lo uma vez é dedicar-se para sempre à sua realização.

HOMEM VISÍVEL E INVISÍVEL

Vê-lo é lançar-se nele, esforçar-se cada vez mais para ser um com ele, ainda que na mais humilde capacidade; pois aquele que trabalha com Deus trabalha para a eternidade e não para o tempo, e em todos os éons que se nos apresentam, sua obra jamais poderá falhar.

ÍNDICE
Acréscimo de afeição, 104.                  Química oculta, 15, 16.
Acréscimo de devoção, 106.                   Crianças, afeição em, 116.
Ação da irritabilidade, 75.                   Igreja, efeitos vistos na, 107.
Adepto, o, 141.                              Igrejas, cisma entre, 38.
Afeição em crianças, 116,                   Clarividência, o que é, 26.
Afinidade química, 53.                       Visão clarividente, 12, 20.
Ira intensa, 109.                          Vestes astrais, 93.
Consciência animal, 54.                     Cores e seu significado, 73, 82, 95,
Instintos animais, 48.                           101, 102.
Inteligência animal, 64.                      Cores, produção das, 74.
Mônada animal, a, 45.                        Condições da matéria, 14.
Arhat, o, 143.                              Consciência, desenvolvimento da, 51.
Aspectos do Logos, 36, 40.                 Consciência durante o sono,
Aspirações espirituais, 128.                  Consciência, foco da, 23.
Despertar astral, 59.                         Consciência humana, 56.
Corpo astral, o, 78, 102.                    Consciência no reino animal,
Corpo astral do selvagem, 96.                 Consciência no reino vegetal, 54.
Vestes astrais, 93.                           Contraparte, a, 88.
Impressões astrais, como recebidas, 22.           Credo Atanasiano, o, 35.
Mundo astral, o, 17, 29.                    Átomos, 15.
Trabalho astral, 60-1.                            Depressão, 119.
Atração do físico pelo astral, 90.        Descida do Logos, 37, 42.
Augoeides, 94.                                Descida na encarnação, 90.
Aura, a de saúde, 136.                        Elemental de desejo, o, 45.
Avareza, exibição de, 118.                  Homem desenvolvido, o, 125.
Homem comum, o, 100.                        Desenvolvimento da consciência, 51.
Despertar no astral, 59.                Devoção, acréscimo de, 107.
Bases do conhecimento teosófico, 11.          Diferenciação, 45, 49.
Corpos do homem, os, 20.                         Dimensões, muitas, 31.
Buddhi, 28.                                   Duplo etérico, o, 135.
Construção de uma casca, 140.                                               Efeito da emoção, 74, 104.
Corpo causal, o 56, 66, 68, 80, 100,   Efeitos vistos na igreja, 107.
   125.                                        Reinos elementais, 44.
Ceilão, imagens de templo no, 142.              Elementais, escuros e brilhantes, 79.
Chacras, 89.                                 Elementais, de desejo e mentais, 45.
Características do estudante teosófico,           Elementos, 15.
  121, 128.                          Emoção, efeito da, 74, 104.
Afinidade química, 53.                        Energia vital, 136, 139, Equação, a pessoal, 81.                 Maturidade, 109. Essência, mônada, 44.                       O homem como imagem de Deus, 33, 40. Éter, 15.                                  O homem, o irritável, 117. Duplo etérico, o, 135.                   O homem, o real, 145. Mal, impermanência do, 76                   O homem, espiritual, 67. Evolução, moral, 133                       O homem, vários corpos do, 20. Evolução, necessidade da, 64.                ee        Evolução, teoria teosófica da Evolução, teoria teosófica da, 10.       da,       10. Experimentos do Professor Von Schrén,        Muitas dimensões, 31.   43.                                       Maria, a Virgem,                                             Matéria, condições da, 14. Faune no amor, 114, 116.                   Matéria, descida do Logos na, 37, 42. Medo, 111.                                  serina de cor, 73, 82, 95, 101, Sentimento, o processo do, 22.                   102. Película, a superfície, 89.                      Mecanismo do pensamento, 21. Primeira emanação, 42.                       Corpo mental, 79, 101. Foco de consciência, 23.                 Elemental mental, 45. Futuro que nos aguarda, 133.                Mundo mental, 17, 28.                                             Mineral, vida no, 43. Gravidade específica (da matéria astral), 98.   Mônada mineral, 45. Alma-grupo, a, 46.                        Avarento, o, 118.                                             Essência mônada, 44. Halo de calor, o, 135.                       Mônadas, mineral e vegetal, 45. Espírito Santo, procissão do, 39.           Evolução moral, Como as impressões astrais são recebidas,         Modelagem pelo pensamento, Ole


Consciência humana, 56.                     Natureza, planos da, 14, 27, 30.                                              Nimbo, origem do, 132. IMPERFEIÇÃO da visão comum, 25.         Necessidade da evolução, 64. Impermanência do mal, 76.                    Nirvana, 27. Impressões (astrais), como são recebidas, 22. Encarnação, descida para a, 90.               Obsessão, a que o homem está sujeito, 110, Individualização, 49.                       Química oculta, 15, 16. Instintos, animais, 48.                       Homem comum, 100. Inteligência no animal, 64.              Origem do nimbo, 131. Ira intensa, 109.                          Emanação, a primeira, 42. Interpenetração dos planos, 18, 19.          Emanação, a segunda, 43. Homem irritável, o, 117.                     Emanação, a terceira, 43, 62. Irritabilidade, ação da, 75.                                              Paixão, resultados da, 111. Justiça, lei da, 76.                         Passado, registros do, 31.                                              Pessoa, significado de, 37. Reinos, elementais, 44.                     Equação pessoal, a, 81.                                              Pessoas do Logos, 36. Lei da justiça, 76.                          Planos, interpenetração dos, 18, 19. Vida no mineral, 43.                     Planos da Natureza, 14, 27, 30. Pequenas preocupações, 117.                         Processo do sentir, 22. Logos, o, 34.                               Procissão do Espírito Santo, 39. Logos, aspecto do, 36, 40.                    Produção das cores, 74. Logos, descida à matéria do, 37, 42.       Faculdades psíquicas, como se Amor, queda no, 114, 116,                    manifestam, 87.

O HOMEM             VISÍVEL         E         INVISÍVEL

Homem real, o, 145.
Conhecimento teosófico, bases do, I1.
Poder de raciocínio nos animais, 55.
Estudante teosófico, características de 121, 128.
Registros do passado, 31.
Reencarnação, 47, 69.
Teoria teosófica das evoluções do homem, 10.
Resultados da paixão, 110.
Ímpeto de afeição, 104.
Terceira efusão, a, 43, 62.
Formas-pensamento, 132.
Inanição, 133.
Pensamento, mecanismo do, 21.
Selvagem, o, 95.
Pensamento, moldagem pelo, 91.
Selvagem, corpo astral do, 96.
Trindade, a, 33.
Cisma entre igrejas, 38.
Trishna, 70.
Tipo científico, o, 123.
Segunda efusão, 43.
Vampiros, inconscientes, 137.
Egoísmo superado, 71.
Consciência vegetal, 54.
Casca, a construção de uma, 139.
Mônada vegetal, a, 45.
Visão, clarividente, 12, 20.
Vibrações, simpáticas, 76.
Sono, consciência durante o, 57.
Virgem Maria, a,
Almas, mais jovens, 114.
Energia vital, 136, 139.
Gravidade específica da matéria astral, 98.
Von Schron, experimentos do Professor, 43.
Aspirações espirituais, 128.
Homem espiritual, 67.
Estados da matéria, 14.
Tromba d'água, ilustração da, 63.
Emoção súbita, efeitos da, 104.
Trabalho no astral, 61.
Película superficial, a, 89.
Mundo, o astral, 17, 29.
Vibração simpática, 76.
Mundo, o mental, 17, 28.
Preocupações, pequenas,
Imagens de templos no Ceilão, 141.
Terror, um choque súbito de, 111.
Almas mais jovens, 114.

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